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Objetivo deste estudo: Compreender como o conhecimento de nossa origem divina e do sacrifício de Jesus afeta nossa autoestima e nossa perspectiva de vida.

Verdade central: Criados de forma especial conforme a imagem de Deus e comprados por preço infinitamente valioso, somos impactados pelo amor de Deus, que equilibra nossa autoestima e fornece recursos para eliminar os excessos de uma autoavaliação equivocada.

Introdução No contexto do pecado em que crescemos, cercados pelas constantes avaliações negativas que pais, familiares, educadores e amigos fazem de nós, é muito comum desenvolver uma autoestima baixa. Os efeitos dela são a perda da autoconfiança e da qualidade nas relações sociais; a dúvida, a tristeza e o desânimo. Quando a autoestima é preservada, a pessoa alcança melhor desempenho em suas relações familiares, sociais e até no aspecto profissional e acadêmico.

Consideraremos neste estudo três pontos básicos sobre a autoestima: – As concepções sobre nossa origem e a autoestima – A autopercepção e o julgamento dos outros – Nosso valor aos olhos de Deus

I. As concepções sobre nossa origem e a autoestima Ao aceitar a criação como um fato, a pessoa é levada a refletir sobre sua origem superior, com propósito, e não de maneira acidental. Ao conceber-se como filho de Deus, o senso de dignidade pessoal é enobrecido, e a autoestima, fortalecida. A Bíblia diz que o homem foi criado à imagem de Deus (Gn 1:26, 27) e um pouco menor do que os anjos (Sl 8:5). Somos considerados sacerdócio real, nação santa, povo escolhido de Deus (1Pe 2:9). A compreensão desse privilégio é um fator eficiente da autoestima positiva.

A implicação natural da evolução darwinista é a ausência de um referencial objetivo para a vida e conduta humanas. Os processos naturais e o próprio homem são os referenciais. Nesse vazio, o homem encontra apenas o “acaso” como seu originador. Não bastasse isso, o conceito da sobrevivência do mais apto, da raça superior (eugenia) que influenciou as desigualdades históricas, levam as pessoas a experimentar maior angústia e desamparo, ferindo frontalmente sua dignidade e autoestima.

Para refletir: Leia João 3:16 e coloque seu nome no texto, no lugar das expressões “mundo” e “todo o que nEle crê”. Após aplicar a si mesmo, o que este verso lhe diz sobre seu valor diante do que Deus pagou pela sua salvação?

II. A autopercepção e o julgamento dos outros A construção de nossa identidade está diretamente ligada às percepções das pessoas que são significativas para nós. Apesar de mudarem com o tempo, na maioria dos casos, desde a infância, até o fim da vida elas estão presentes, podendo ser pais, familiares, amigos ou irmãos de fé. A opinião delas a nosso respeito se torna relevante, fazendo com que nossa autopercepção e humor sejam muito afetados, às vezes, até demais. É como se elas fossem uma espécie de “caixa de ressonância”, da qual esperamos aprovação e aceitação.

Deus nos dá diretrizes seguras sobre as quais podemos construir julgamentos sobre nós e sobre os outros. Jesus disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39). Isso significa que devemos nos amar, e na mesma proporção, amar o próximo – nem mais, nem menos, mas da mesma forma que amamos a nós mesmos. Com essa orientação, Jesus preveniu dois graves problemas: a subserviência, resultante da autoestima baixa, e a arrogância, fruto do orgulho (Rm 12:3). Ele colocou todos no mesmo nível ao dizer: “como a ti mesmo”. Mas isso somente seria possível ao cumprir-se o primeiro: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22:37).

Para refletir: Você é capaz de identificar seus pontos fortes e suas fraquezas? Que coisas são valorizadas pela nossa sociedade e qual é a opinião de Deus sobre isso? De onde vem o preconceito? Como ele pode ser superado? Como a contemplação do sacrifício de Cristo na cruz lhe assegura confiança e humildade?

III. Nosso valor aos olhos de Deus Jesus apresentou, em Lucas 15, três parábolas que ilustram o valor que Deus atribui ao ser humano. Observe as expressões usadas por Ele para enfatizar como o Pai nos ama:

– A ovelha perdida (v. 3-7): O pastor “deixa... as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la.” “Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo...” – A dracma perdida (v. 8-10): A mulher “varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la... E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido”. “...Há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” – O filho pródigo (v. 11-24): “Seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou... Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés... este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”

Jesus utilizou figuras muito concretas para ilustrar o amor do Pai para conosco, Seus filhos. Por mais distante que esteja um pecador, pois mais indigno que pareça aos seus próprios olhos, Deus o tem como o alvo primordial de Seu amor e cuidado. Ellen G. White afirma que “na cruz do Calvário, Ele pagou o preço do resgate de um mundo perdido. Ele amou o mundo, a ovelha perdida que traria de volta para Seu rebanho. A cruz do Calvário fala do amor maravilhoso de Deus pelo pecador. Ele o valorizou a um preço infinito, dando Seu Filho Unigênito, “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3:16; Ez 33:11; The Messenger, 26.04.1893).

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Para refletir: – Como podemos nos revestir do novo homem? – Que atitudes caracterizam esse novo homem? – Como o hábito de ajudar alguém pode ser benéfico para a autoestima?

Conclusão Deus nos convida a aceitar Sua graça e poder para que sejamos revestidos de um novo caráter, que reflita Sua imagem. Ao nos humilharmos ante o sacrifício de Jesus na cruz e contemplarmos Seu grande amor, teremos uma visão clara do alto valor que Ele nos atribui, e assim seremos libertos da escravidão da incredulidade e do pecado. A comunhão diária com Jesus assegura uma autopercepção realista e uma compreensão mais justa de Deus, de nós mesmos e dos outros.


Noel José Dias da Costa

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Noel José Dias da Costa é psicólogo e pastor, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Teologia pelo SALT-UNASP-EC. Atua como professor, psicólogo e auxiliar da Associação Ministerial no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-SP). É casado com a pedagoga Erenita M. S. da Costa, e pai de Tiago e Ana Cristina

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