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Não peço que os tires do mundo e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. João 17: 15 e 16.


Uma das grandes tensões da vida diária é que nós, cristãos, somos cidadãos de dois reinos ao mesmo tempo. Somos cidadãos do reino do Céu, mas nossa existência diária tem lugar em um dos reinos deste mundo. Jesus disse isso de maneira um pouco diferente quando observou que os cristãos vivem no mundo, mas não são do mundo. Quer dizer, eles não vivem isolados do mundo. Aos cristãos é dito que sua mente e perspectivas devem se concentrar em outro mundo, mas nunca devem sair desse mundo ou deixar de se importar com o mundo. Esse foi o erro do monasticismo. De acordo com esse conceito, para viver a vida cristã suprema, a pessoa devia se afastar da sociedade e desfrutar uma vida de contemplação. A declaração de Jesus a respeito do sal contesta categoricamente essa suposição. Os cristãos devem ser o sal da terra. Isso quer dizer, como Dietrich Bonhoeffer descreve, que eles “não devem somente pensar no Céu; eles têm uma tarefa a cumprir na Terra também”. O sal tem muitas funções. Nas sociedades que não possuem refrigeração, ele é usado como preservativo. É friccionado na carne para evitar deterioração. Uma função positiva do sal é dar sabor. Muitos alimentos ficam mais saborosos quando se lhes acrescenta o sal. Para ter efeito, porém, o sal precisa estar em contato com o alimento. Se deixarmos o sal a uns poucos centímetros de distância do alimento, ele não pode preservá-lo, nem lhe dar sabor. Os cristãos funcionam como o sal ao misturar-se com a cultura ao seu redor. Embora os cristãos nem sempre reconheçam, sua vida cotidiana modera o povo e a sociedade que os circunda à medida que vive de acordo com as Bem-aventuranças. A vida deles dá sabor à sociedade através de pequenos atos de bondade praticados, da humildade que demonstram e assim por diante. Até mesmo pessoas orgulhosas e de coração endurecido geralmente acham difícil não respeitar verdadeiros cristãos, embora possam preferir não imitá-los. Senhor ajuda-me a ser hoje como o sal – em meu lar, em minha vizinhança e no local de trabalho .

Vida de Sal

Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? I Coríntios 5:6. O sal é como o fermento no que se refere à sua capacidade de permear o alimento com o qual entra em contato. Assim como o fermento transforma toda a massa feita de farinha e água na qual foi acrescentado, também o sal dá sabor a uma grande panela cheia de feijão. O sal muda as coisas. A influência, logicamente, pode ser boa ou má. Diz-se que Oliver Wendell Holmes afirmou: Eu poderia ter ingressado no ministério se certos clérigos que conheço não tivessem a aparência e nem agissem como empreiteiros. E o escritor Robert Louis Stevenson anotou em seu diário, como se estivesse registrando um fenômeno singular: Estive na igreja hoje e não estou deprimido. O sal da influência cristã será positivo, não negativo. Será edificante e promissor. A vida cotidiana do cristão deixará em seu despertar um vestígio e uma atmosfera de paz, mesmo em tempos turbulentos. Ela dará sabor a tudo que tocar, porque pela fé está em contato com o Deus que tem cuidado de Seus filhos. O cristão demonstra as características divinas porque o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Gálatas 5: 22 e 23. Que sabor excelente para qualquer sopa, qualquer comunidade! Talvez o principal ingrediente da influência cristã seja o amor transbordante e genuíno. Quando o amor enche o coração, fluirá para os outros, não por causa de favores recebidos deles, mas porque é o amor o princípio da ação. O amor modifica o caráter, rege os impulsos, subjuga a inimizade e enobrece as afeiçoes. Este amor é vasto como o Universo, e está em harmonia com o dos anjos ministradores. Nutrido no coração, adoça a vida inteira e derrama benefícios sobre todos ao redor. É isto, e isto unicamente, que nos pode tornar o sal da Terra .

O Lado Social do Sal

Irmão vem lembrar-vos o evangelho boas novas que vos anunciei... Que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. I Coríntios 15: 1 a 4. As boas novas do evangelho são que Jesus morreu por nossos pecados; além disso, Sua ressurreição é a garantia da nossa ressurreição futura. Alguns gostariam que crêssemos que as boas novas são o fato de que a igreja cristã efetuará um reforma social na economia e nos governos humanos. Eles vêem a função do sal da igreja como aquela na qual seu papel é fazer pronunciamentos acerca da situação geral do mundo no tocante a coisas como políticas, economia e relações exteriores. O problema com essa abordagem da analogia do sal é que ela não é encontrada no NT. Em lugar nenhum vamos encontrar Jesus ou Paulo trabalhando em prol da reforma do governo romano ou emitindo decisões à corte imperial para fazer isso ou aquilo. Aqueles que têm considerado a função do sal do cristão como essencialmente social, basearam sua compreensão nos profetas do AT. Mas há um problema com essa maneira de ver, pois em Israel não havia distinção entre Igreja e Estado. Por isso, os profetas do AT tinham de considerar a vida inteira da nação. No NT é diferente. A igreja não é identificada com nação nenhuma, nem grupo de interesses específicos. Pelo contrário, a principal função é pregar o evangelho da salvação em Jesus a todas as nações. Mas uma vez que a igreja começa a interferir num ou noutro assunto econômico ou social, ela deixa de alcançar aqueles que estão do outro lado da questão. Aqui, no entanto, precisamos ser cuidadosos para não ir de um extremo ao outro. Conquanto a igreja deva estar alerta para não tomar partido, os cristãos individualmente têm a responsabilidade de votar e fazer com que sua voz seja ouvida na comunidade, bem como testemunhar dos princípios bíblicos em sua vida diária.

Senhor ajuda-nos hoje, como igreja e como indivíduos, a aprender melhor como ser o sal da Terra.
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Sal Insípido

O sal é excelente. Mas se for sem sabor, é inútil, não serve para nada. Vocês estão prestando atenção nisso? Realmente ouvindo? Lucas 14: 34 e 35. Sal é sal. Sal é salgado. Se não for salgado não é sal. Como, no entanto, pode o sal ser insípido? O fato é que não pode. Se não for salgado, não é sal. E daí? Você pode perguntar a essa altura. Que significado esse ponto, um tanto esotérico, tem a ver com a minha vida? Tem tudo a ver, porque Jesus não disse que Seus seguidores devem ser o sal, podem ser o sal ou possivelmente se tornarão o sal. Não! Ele diz categoricamente que os cristãos são o sal. Os cristãos não têm outra escolha quanto a ser ou não o sal. Jesus declarou: Vós sois o sal da Terra. A única escolha que temos como cristãos é rejeitar nossa função de sal dada por Deus. E como podemos fazer isso? Não sendo como Jesus, que viveu e morreu pelo bem dos outros. Recusamos a função de sal quando deixamos de nos misturar com o mundo, quando os cristãos se separam daqueles que necessitam de sua preservadora influência. Rejeitamos nossa função de sal quando não somos amáveis e bondosos. Contrariamos a função de sal quando colocamos nossos desejos e vontade acima das necessidades dos demais. Recusamos a função de sal quando deixamos de viver as bem-aventuranças. Quando fazemos essas coisas, perdemos o sabor, pois não somos sal. Tornamo-nos parte do mundo e vivemos de acordo com os seus princípios. Já não somos mais o sal. Isso nos torna parte do problema e não da solução. Recusar a função de sal é negar os princípios do reino. Negar esses princípios é rejeitar o Senhor que os estabeleceu. E o resultado? Esses tais serão jogados fora. Com essa afirmação em Mateus 5: 13 chegamos à primeira alusão ao juízo no Sermão do Monte. Jesus volta a abordar esse tema no sermão. A moral da história é simples. Os princípios que aceitamos em nossa vida e como nos relacionaram com as pessoas na vida diária fazem diferença. Afinal, os cristãos são o sal .

LEITURA ADICIONAL

VÓS SOIS O SAL DA TERRA. Mateus 5: 13 O sal é apreciado por suas propriedades preservativas; e quando Deus compara Seus filhos ao sal, quer ensinar-lhes que Seu desígnio em torná-los objeto de Sua graça, é que se tornem instrumentos na salvação de outros. O objetivo de Deus em escolher um povo acima de todos no mundo, não era apenas o adotá-los como filhos e filhas, mas que, por meio deles, o mundo recebesse a graça que traz a salvação. Tito 2: 11. Quando o Senhor escolheu a Abraão, não foi simplesmente para que ele se tornasse um especial amigo de Deus, mas para que fosse um transmissor dos privilégios particulares que o Senhor desejava outorgar às nações. Em Sua última oração com os discípulos antes da crucifixão, Jesus disse: E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. João 17: 19. Semelhantemente os cristãos que são purificados por meio da verdade possuirão qualidades salvadoras, que preservarão o mundo da inteira corrupção moral. O sal deve ser misturado com a substância em que é posto; é preciso que penetre a fim de conservar. Assim, é com o contato pessoal e a convivência que os homens são alcançados pelo poder salvador do evangelho. Não são salvos em massa, mas como indivíduos. A influência pessoal é um poder. Cumpre-nos achegar-nos àqueles a quem desejamos beneficiar. O sabor do sal representa o poder do cristão; o amor de Jesus no coração, a justiça de Cristo penetrando a vida. O amor de Cristo é de natureza a difundir-se e penetrar. Caso em nós habite, fluirá para outros. Havemos de aproximar-nos deles tanto que seu coração seja aquecido por nosso abnegado interesse e amor. Os crentes sinceros difundem uma energia vital, penetrante, que comunica nova força moral às almas por quem trabalham. Não é o poder do próprio homem, mas o do Espírito Santo, que opera a obra transformadora. Jesus acrescentou a solene advertência: E, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Mateus 5: 13. Enquanto ouviam as palavras de Cristo, o povo podia ver o alvo sal brilhando nas veredas onde fora lançado por haver perdido o seu sabor, tornando-se, portanto inútil. Isto bem representava as condições dos fariseus, e o efeito de sua religião sobre a sociedade. Representa a vida de toda alma de quem se apartou o poder da graça de Deus, e que se tornaram fria e destituída de Cristo. Seja qual for sua profissão de fé, essa pessoa é considerada pelos homens e os anjos insípidos e desagradáveis. É a tais pessoas que Cristo diz: Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e não és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da Minha boca. Apocalipse 3: 15 e 16. Sem uma viva fé em Cristo como Salvador pessoal, é impossível fazer com que nossa influência seja sentida em um mundo cético. Não podemos dar a outro aquilo que nós mesmos não possuímos. É proporcionalmente à nossa própria devoção e consagração a Cristo, que exercemos uma influência para benefício e reergui mento da humanidade. Caso não haja real serviço, nem genuíno amor, nem realidade de experiência, não há poder para ajudar, nem comunhão com o Céu, nem sabor de Cristo na vida. A não ser que o Espírito Santo se possa servir de nós como instrumentos mediante os quais comunique ao mundo a verdade qual ela é em Jesus, somos como sal que perdeu o sabor e está de todo inútil. Por nossa falta da graça de Cristo testificamos ao mundo que a verdade que pretendemos crer não possui poder santificador; e assim, no que respeita à nossa influência, tornamos de nenhum efeito a Palavra de Deus. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que eu tenha o dom de profetizar conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. I Corintios 13: 1 a 3. Quando o amor enche o coração, fluirá para os outros, não por causa de favores recebidos deles, mas porque é o amor o princípio da ação. O amor modifica o caráter, rege os impulsos, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Este amor é vasto como o Universo, e está em harmonia com o dos anjos ministradores. Nutrido no coração, adoça a vida inteira e derrama seus benefícios sobre todos ao redor. É isto, e isto unicamente, que nos pode tornar o sal da Terra .

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