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INTRODUÇÃO:

1. Todos nós sentimos intenso apego à vida. a) Por isso procuramos nos proteger das enfermidades e perigos. b) Em todos os tempos esse poderoso sentimento tem impulsionado os homens a realizar grandes esforços para prolongar a média de vida. c) Médicos como Sérgio Voronoff e outros têm dedicado sua existência à busca de algum elixir mágico que prolongue a juventude. 2. Que tipo de vida levamos? a) Blake dizia: 'Em todos os rostos que encontro, vejo sombras de fraqueza e de dor." b) A existência da grande maioria é uma luta constante. c) Luta com o meio ambiente que nos sufoca por sua crua concepção materialista. d) Luta com um sem-fim de falsos inimigos. 3. Contudo, as lutas mais violentas travam-se em nosso ser. a) O ego, influenciado por tendência hereditária e adquirida. b) A mente onde combatem as fobias, os complexos, inibições, idéias fixas, etc. c) A alma que luta com os poderosos gigantes do medo e da ira. 4. Na realidade somos um cúmulo de tendências encontradas e reações inesperadas.

I. A MENTE

1. Consideremos a mente que é a sede das mais elevadas funções. a) Dela governam-se nossas sistemas, órgãos e sentidos. b) É, também, a sede da vida racional e emotiva. 2. Os psicólogos explicam que a mente está estruturada em três estágios bem diferentes, o que se pode ilustrar comparando-a com uma casa de três pisos: a) CONSCIENTE: Seria a planta baixa e corresponde a vivências diárias e à atividade mental do momento. b) SUBCONSCIENTE: Corresponderia ao porão da casa e é a parte interna da mente que funciona como um enorme arquivo, onde ficam registradas e armazenadas todas as experiências, frustrações, desejos e educação. c) SUPER EGO OU CONSCIÊNCIA: Seria a planta alta, ou seja, o conjunto de regras morais e princípios de ética que nos têm sido inculcados e que atuam como um censor e freio de nossas ações. 3. Fala-se muito e escreve-se muito acerca da mente, pois foi estabelecida a estreita relação que muitos transtornos físicos acumulam com a mente perturbada ou intranqüila. A eminente escritora Ellen G. White disse: "A condição da mente tem muito que ver com saúde do organismo. Nove décimos das enfermidades de que sofrem os homens têm seu fundamento na mente." 4. Por outro lado as estatísticas pintam-nos um quadro alarmante sobre o estado da saúde mental do mundo. a) Nos EE.UU. todos os anos morrem 250.000 no poço da loucura. b) O Dr. Luís Karnosh da Western Reserve University afirma: "A neurose ocupa o segundo lugar depois do resfriado, entre as enfermidades mais comuns." c) Tudo isso nos diz que o naufrágio da demência e a neurose constituem uma das tristes características deste século.


II. COMO ENLOUQUECEM AS PESSOAS?

A psiquiatria, ciência que estuda a mente, tem estabelecido uma série de conclusões muito interessantes: 1. Ninguém enlouquece de imediato, mas todo resultado de alienação mental é resultado de um processo mais ou menos prolongado. Ao aparecerem sintomas de alienação, é possível fazer muito mediante uma atenção adequada. 2. Também nos transtornos da mente, é melhor prevenir do que curar. 3. Nos casos de alteração mental concorrem três fatores essenciais. a) Fator hereditário, predisposição biológica ou constitucional. b) Fator emocional ou psíquico, ou seja, uma situação permanente de conflito sem resolução. c) Fator desencadeante: um feito fortuito que é como a pedra no caminho. (1) Pode ser uma infeção. (2) Uma emoção violenta. (3) Um susto. (4) Uma grande desilusão, etc. 6. Somente a conjunção destes três fatores determina a loucura. a) Há pessoas que apesar de estarem predispostas nunca terão problemas. b) São os conflitos morais, desmaios, ansiedades e angústias QUE NÃO SE SOLUCIONAM os que afetam a saúde mental. c) Daí a importância de determinar nossos problemas, averiguar suas causas e buscar as soluções.

III. EVASÃO DA REALIDADE E SEU MECANISMO

1. Quando não se encaram os problemas recorre a evasão da realidade. Isto é, refugiar-se num mundo ilusório e fictício. Entretanto, quanto maior for a evasão, mais pronunciado se torna o transtorno psíquico. Neste processo mental de auto-engano que às vezes se realiza inconscientemente, a mente usa certos ardis para escapar dos problemas apresentados. Vejamos alguns como exemplos: a) "CATATÍMIA": É a deformação da realidade pela excitação dos sentimentos. Em outras palavras, ver as coisas mais avultadas do que realmente são. b) REGRESSÃO: Consiste na expressão exagerada dos sentimentos. Chama-se regressão porque regride o indivíduo à etapa infantil. O mesmo ocorre àquele que termina uma discussão com frases que ferem e um grande golpe à porta. A regressão faz com que o indivíduo se expresse emocionalmente em vez de racionalmente. c) RACIONALIZAÇÃO: Consiste em deformar os verdadeiros motivos, disfarçando-os para que pareçam nobres e dignos. É um dos estratagemas mais comuns do neurótico que geralmente se transforma em hábito permanente. É uma forma de auto-justificação que é usada em vez de analisar com franqueza a motivação dos atos e encontrar as soluções que correspondem. d) PROJEÇÃO: Por meio desta mania desloca a causa ou a responsabilidade de um conflito a outra pessoa ou objeto. Outras manias mentais são: isolamento, repreensão, desassociação, conversão dos conflitos em doenças físicas, identificação, etc. 2. Estas manias têm como causa básica a ANSIEDADE, que é um estado emotiva crônico, complexo com apreensão e temor como ingrediente principal. a) A ansiedade é um temor vago e difuso diante dos perigos, às vezes ilusórios: tem seu foco central na dinâmica do comportamento. 3. Há um mecanismo mental que nos permite superar em forma construtiva e nobre; é a sublimação, que recusa derivar por canais ilícitos o excesso de energia psíquica provocada pelos desejos: instintos ou propósitos que a consciência inibe de realizar. 4. Quando o paciente foge da realidade sem enfrentar seus problemas, tem que excitar o uso das manias mentais com o qual se forma um trágico circulo vicioso que vai agravando sua saúde mental e pode converter-se em um estado demencial.

IV. OS COMPLEXOS

1. A maioria dos conflitos que tiram a paz da alma, sobrevêm quando tendências anti-sociais e regressivas, submergidas no subconsciente, lutam para nivelar no campo consciente, mas entram em choque com a censura dos princípios morais da consciência. a) Os complexos podem ter também suas raízes em experiências desafortunadas na infância, que provocaram uma ferida e trauma no subconsciente, ferida que ao supurar, estorva a vida do jovem ou do adulto. 2. O que é um complexo? a) Segundo Strecker e Appel, complexo é: "Uma idéia ou grupo de idéias estreitamente ligados por um laço emocional". (1) A emoção é o sentimento que dá energia e cor à vida. (2) O amor, o ódio, a tristeza, a ira, são emoções. (3) Quando ima idéia está intimamente ligada a uma emoção, forma-se um complexo. (4) Por exemplo: Alguém tem um complexo de medo da escuridão. Ao pesquisar descobre-se que na infância o indivíduo foi preso num lugar escuro onde experimentou um medo terrível. Agora a idéia de escuro vai ligada à emoção do medo e aí está a presença de um complexo. 3. Complexos bons e maus. a) Nem todos os complexas são maus. Aquelas idéias matizadas pela emoção, que movem à ação nobre e construtiva, são complexos bons. (1) Poderíamos mencionar o patriotismo. (2) O afeto familiar, etc. b) Outros complexos são inofensivos. (1) Entre eles se poderia mencionar o colecionar selos. (2) Moedas. (3) Qualquer outro hobby. c) O complexo é prejudicial quando se destrói e inibe, produzindo predisposições, preconceitos, intolerâncias, atos de injustiça, etc. 4. Características do Complexo: a) O pensamento em vez de ser lógico é emocional, Todo aquele que defende uma idéia, passando por alto o raciocínio, a lógica, as analogias, para atender somente os seus sentimentos, tornando-o em forma enfática e mesmo violenta, está na presença de um complexo. b) Faz associações com facilidade; a idéia fixa estende-se veementemente. Em todos os temas ou ocasiões, vê uma alusão ou oportunidade para manifestar-se. c) É insistente: Brota a cada instante e procura expressar-se em todo momento. 5. Os três grandes complexos. a) Complexo do eu: (1) Todos temos este complexo. (2) A ele corresponde o instinto de conservação. (3) A dignidade pode assumir uma forma perniciosa quando se manifesta em um sem-número de fobias. (4) Outros complexos que correspondem ao básico do eu, são os complexos de inferioridade, que consistem em subestimar ou sobrestimar nossos méritos ou submissão reais ou aparentes. b) O complexo sexual. (1) Em sua forma nobre manifesta-se no amor. (2) Na ternura. (3) Os sentimentos maternais e paternais. (4) Em sua forma perniciosa encontram-se nos ciúmes, as loucuras sexuais, o sadismo e no fetichismo. c) O complexo gregário: (1) Nasce da necessidade da sociabilidade. (2) É bom quando se expressa em forma de amizade, fraternidade, solidariedade, heroísmo. (3) É mau quando assume as formas de misantropia, tirania, etc. 6. O complexo de inferioridade. a) Provavelmente, é o complexo mais popularizado e também o mais temido. Strecker e Appel dão a seguinte definição: "O sentimento de inferioridade é uma idéia ou série de idéias fortemente atadas por um vínculo emocional, que nos faz sentir inferiores diante de nossos semelhantes. b) Há diferenças entre sentimento e complexo de inferioridade. (1) O sentimento é simples, consciente e não tem nada de mórbido ou deprimente; mas suscita energias, desperta a emulação e a vontade de triunfar. (2) O complexo é mais complicado, geralmente inconsciente, produz inibição e pode chegar a ser mórbido. c) São várias as causas que determinam o complexo. (1) Insatisfações na tenra infância, imposições por parte de companheiros mais velhos, fracassos, castigos injustos, sugestões de inferioridade como ouvir dizer a cada passo: "Não serves para nada", educação sexual defeituosa, etc. (2) Também influem os defeitos físicos, a falta de educação, a escassez econômica. (3) Todo desvio do termo médio que seja no aspecto ou na função física. (4) Muitas vezes os pais são os causadores do complexo, ao orientá-los para profissões para as quais não têm capacidade ou sugerindo-lhes continuamente a idéia de que são e serão inúteis. (5) A educação puramente repressiva e a falta de carinho são tremendos para a psique da criança. d) O complexo manifesta-se em formas contraditórias, que flutuam entre: (1) A atitude derrotista e apática. (2) Até a desafiante superioridade em que se aparenta um valor e uma segurança que não se possuem. (3) Outros se refugiam num mundo interior povoado de fantasias. e) O complexo de inferioridade não é sempre pernicioso. (1) Pode chegar a ser extraordinariamente fecundo quando estimula o progresso e mantém alerta e dinâmico o indivíduo. (2) A mesma falta de êxito e perfeição mantém na luta e excita a vontade. f) O segredo fundamenta-se em adotar compensações adequadas que podem desenvolver perfeições não usadas. (1) Centenas de artistas, pintores, músicos e escritores, escalaram a fama e a perfeição como compensação por desagradáveis defeitos. (2) Tal é o caso de Demóstenes, gago que chegou a ser o maior orador da Grécia. (3) Beethoven, surdo, criou as melodias mais perfeitas. (4) Miguel Ângelo, de aparência fraca, pintou e esculpiu figuras belíssimas. (5) Helen Keller, surda, muda e cega, transformou-se em um espírito ricamente cultivado. g) Ninguém necessita fracassar por causa do complexo de inferioridade, o segredo consiste em aproveitar nossas grandes possibilidades de reação. 7. Fatores que produzem os complexos a) Podem ser externos como o excesso de trabalho, fadiga ou as frustrações. b) Mas quase sempre as causas são internas. (1) Em muitas ocasiões os traumas psíquicos inferidos na mente sensível da criança, por erros na educação, causam um complexo difícil de curar. (2) Por exemplo: um pai repreende o seu filho na presença de terceiros, dizendo-lhe que é um inútil e imprestável. Passam os anos e logo o jovem e adulto luta com um sofrível complexo de inferioridade, não progride na vida porque está convencido de que é um inútil. c) Outras vezes os problemas sem serem encarados e resolvidos são uma fonte de complexos. d) Mesmo assim os conflitos morais, por atos que estão renhidos com os bons princípios, podem causar o agonizante complexo de culpabilidade. 8. Formas de encarar os complexos. a) Muitos praticam a filosofia da fuga, ou seja, evitar a confrontação com seus problemas, ou consigo mesmo. b) Outros efetivam o que o Dr. Paul Tournier denomina: "Liquidação menor", que consiste em dar respostas motrizes a nossos problemas. c) Outros recorrem ao psicanalista. d) Em casos extremos não falta os que se entregam aos vícios. e) Quando tudo se afunda, o homem fugiu definitivamente da luta consciente e perde a razão.


V. O PAPEL DA PSIQUIATRIA
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1. Esta matéria científica que tem experimentado extraordinários progressos nos últimos decênios, tem indiscutivelmente uma missão muito grande que realizar. a) No campo da prevenção, oferece conselhos úteis, e no da cura, procedimentos eficazes que têm conseguido resultados louváveis. 2. São ensaiados hoje com relação ao êxito, diversos tipos de psicoterapia, tais como: a) Eletrochoques b) Insulinoterapia c) O uso da "reserpina" e outras drogas que, devidamente dosadas e combinadas, restituem a normalidade parcial ou total a milhares de pacientes. d) Não esqueceremos o valor extraordinário da terapia ocupacional, que consiste em brindar trabalho útil e produtivo aos pacientes. 3. Contudo, a psiquiatria tem suas limitações. a) Nem sempre consegue curar e aliviar a todos os enfermos. b) Em muitas oportunidades deixam raízes do mal que logo voltam a florescer.

VI. UM FATOR INDISPENSÁVEL PARA A SAÚDE MENTAL

1. Para conseguir soluções para os seus problemas, você deve romper as cadeias opressoras dos complexos e conseguir uma transformação feliz da personalidade. O homem necessita de uma ajuda Suprema. a) O único e grande remédio para os complexos, males da alma humana são: a fé e a confiança em Deus: em uma palavra, os valores eternos do cristianismo. 2. Os psiquiatras e homens da ciência aconselham uma reavaliação dos valores do cristianismo e da aceitação e conformação da vida de seus princípios imortais. a) O Dr. Carl Jung disse: "À par da decadência da vida religiosa, as neuroses tornam-se notavelmente e mais freqüentes." b) O Dr. J. A. Hadfield, um dos maiores psiquiatras da Inglaterra escreveu: "Falando como estudioso da psicoterapia, estou convencida de que a religião cristã é uma das mais valiosas e potentes influências para produzir essa harmonia e essa confiança da alma que se necessita para a saúde de uma grande proporção de pacientes nervosos." c) E Dr. William Brown, catedrático de filosofia mental de Oxford, expressa: "Estou mais convencido que nunca, de que a religião é a coisa mais importante para a saúde mental." d) William James, um dos maiores filósofos contemporâneos, declarou: "Naturalmente o tratamento radical da ansiedade encontra-se na fé cristã." 3. Conta-se que um paciente afligido por profundos conflitos, foi consultar ao célebre Dr. Carl Jung. Este aconselhou-o a prática dos princípios do cristianismo, enfatizando que esta era a melhor terapêutica que podia prescrever. Os imortais princípios do cristianismo genuíno produzem na mente e no coração, forças dinâmicas que ajudam a pessoa a enfrentar os problemas com um novo enfoque. Animados pela segurança da bênção divina, o homem sente-se sustentado e acompanhado nas duras lutas da vida. A mente agoniada encontra a verdadeira paz. Os grandes interrogantes encontram sua lógica resposta. Com razão disse o Dr. Jung: "Durante os últimos trinta anos pessoas de todas os países civilizados têm-me procurado. Tratei de centenas de pacientes. Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida – isto é de mais de 35 anos – não houve um, cujo problema não fosse em última instância o de encontrar uma perspectiva religiosa para a vida. Posso dizer que todos eles se sentiam enfermos porque haviam perdido o que as religiões vivas de todos os tempos têm dada a seus fiéis, e que nenhum deles foi curado sem reconquistar essa perspectiva religiosa."

CONCLUSÃO:

Vale a pena conhecer esses princípios cristãos que nos levam a um melhor conhecimento de Deus e que podem transformar o rumo de nossa vida. "Cristo e Sua doutrina quando chegam a ser a pauta que rege a vida, constituem o único que pode fazer surgir fortaleza na fraqueza, esperança na incerteza, calma na angústia, paz na convulsão: o único que pode assegurar-nos o mais alto grau de felicidade."


Pr. Carlos Aeschlimann

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