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Pergunta ingênua? Sim, à primeira vista, considerando que o seu significado é óbvio. Na verdade, trata-se de uma pergunta voltada mais para a sátira do que para a busca de uma resposta, pois o objetivo é considerar seriamente o que anda acontecendo pelo mundo afora com essa instituição sagrada que é o casamento. Nos planos do Criador, homem e mulher ao unir-se pelo casamento, deveriam viver em amor, fazendo dessa união uma oportunidade de crescimento nos mais diversos aspectos, formando assim a família, a célula mater da sociedade. Na família, o ambiente deveria se caracterizar pela solidariedade, respeito e mútua consideração, clima este gerado pelo relacionamento exemplar dos pais. Ellen G. White, autora de inúmeros livros, e muitos deles focalizando a vida em família, assim se expressou: “A sociedade compõe-se de famílias, e é o que a façam os chefes de família. Do coração "procedem as saídas da vida" (Prov. 4:23), e o coração da sociedade, da igreja e da nação, é o lar. A felicidade da sociedade, o êxito da igreja, a prosperidade da nação, dependem das influências domésticas”. A Ciência do Bom Viver, pág. 349. Outras perguntas exigem nossa reflexão. Como está a sociedade? A igreja? A nação? Basta que se preste atenção aos noticiários que iremos perceber que as condições são desalentadoras e a razão, sem dúvida alguma, se encontra no enfraquecimento das relações conjugais e familiares. Como os construtores da sociedade são os chefes da família, pai e mãe, marido e mulher, vamos concentrar nosso pensamento nas condições do relacionamento conjugal, no casamento enfim. Para os cristãos as Escrituras Sagradas são a Palavra de Deus e, sendo Ele quem instituiu o casamento, é justo que tenhamos em consideração Seu pensamento expresso através do autor de Hebreus, no capítulo treze, verso quatro: “Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério” (NTLH). Os conceitos básicos neste verso são respeito, fidelidade, julgamento, imoralidade e adultério. Vamos considerá-los: • Respeito – Há versões bíblicas que usam a expressão “venerado seja o matrimônio”, cujo significado vai além do simples respeito, como o consideramos. Por ser instituído por Deus ao criar o ser humano, o termo é um apelo para a reverência, ou seja, o respeito, marcado pelo temor, às coisas sagradas. Considerando o elevado índice de separações e divórcios, pode-se afirmar com honestidade que há respeito para com o casamento? Que dizer dos relacionamentos desajustados e infelizes que levam os cônjuges à indiferença mútua? Que se pode esperar de casamentos despedaçados ou mesmo maculados pela dor e frustração? • Fidelidade – O termo, em sua amplitude, vai além da traição como a conhecemos. Fidelidade significa constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança. Ser fiel, portanto, tem a ver com a disposição de permanecer firme no propósito dos votos matrimoniais, ou seja, perseverar no amor que gerou a união, quer na prosperidade ou adversidade; na saúde ou na enfermidade; nos ganhos ou nas perdas; quando tudo vai bem ou quando as condições são aflitivas, enfim ser um para o outro enquanto ambos viverem. Isto é fidelidade. No entanto, se falta o devido respeito para com o casamento como consideramos acima, é natural que a infidelidade encontre um ninho aconchegante onde se alojar. Os resultados, obviamente, são frustrantes e desalentadores. • Imoralidade – O significado é realmente pesado, mas não deve ser ignorado. Casamentos onde a falta de respeito para com seu aspecto sagrado contribui para lassidão nos votos matrimoniais; casamentos nos quais a indisposição de permanecerem lado a lado a despeito de quaisquer que sejam as circunstâncias, só podem gerar comportamentos contrários aos bons costumes, comportamentos esses caracterizados pela devassidão e menosprezo às regras às quais voluntariamente se sujeitaram por ocasião da cerimônia nupcial. Neste caso, pelo fato do casamento unir um homem à sua mulher, entra em cena o aspecto libidinoso que envolve o prazer sexual ou, pelo menos, que o sugere. Neste estágio, o casamento está a caminho de sua desintegração. • Adultério – Todos sabem que o adultério significa traição, engano, uma atitude pérfida, ou seja, uma atitude caracterizada pela mentira ante os votos proferidos mutuamente no calor de suas expectativas conjugais. Mas, podemos ir além em nossa reflexão. Adultério também significa uma falsificação, contrafação, corrupção. Ora, sendo o casamento uma instituição divina, o adultério corrompe, falsifica esse relacionamento em seu plano original. Logicamente, ninguém gosta de produtos falsificados. Produtos falsos geram frustração e revolta. Ficamos indignados quando lemos notícias de corrupção e há comum acordo que os corruptos sejam devidamente punidos. Também se comenta que, se há corruptos é porque existe o corruptor. Tratando-se do casamento, se foi Deus quem o instituiu, o adultério que é sua contrafação, só pode ser invenção do corruptor chamado Satanás. É ele quem trabalha e se esforça no sentido de motivar as pessoas tratarem o casamento de forma irreverente e desrespeitosa, gerando infidelidade, imoralidade, adultério e, conseqüentemente, julgamento final a cargo de Deus, o justo Juiz. • Julgamento – Diante do exposto, de antemão já podemos estabelecer um fato. Diferente das ocorrências de corrupção divulgadas pela mídia, nas quais os corruptores dificilmente são descobertos e, muito menos julgados, o corruptor do plano divino para com o casamento, segundo Jesus Cristo, “já está julgado” (João 16:11) e condenado ao “lago de fogo e enxofre” (Apocalipse 20:10).Resta saber qual o julgamento para quem se encontra nas condições expostas em Hebreus 13:4, objeto de nossa análise. A declaração ali contida não deixa dúvidas e o julgamento também é um fato, mas importa que se tenha em consideração que o Juiz atua de modo correto pois “justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto”. Salmos 89:14. Sendo assim, no caso de cada casamento que sofreu adulteração, Deus o justo juiz saberá como agir, pois conhece os motivos que influenciaram os cônjuges a seguirem pelo caminho do desrespeito às normas divinas estabelecidas para o casamento. Neste aspecto importa ressaltar que nosso propósito não é condenar quem quer que seja, mas analisar clara e objetivamente a importância e necessidade de vivermos a vida conjugal na dependência da graça divina para que o plano divino para o casamento possa se concretizar em nosso viver. No entanto, se não nos cabe o direito de julgamento deste ou daquele caso, também não é sensato tentar justificar os atos baseados em nossa maneira humana, portanto falha, de considerarmos os motivos e razões que levam as pessoas a seguirem seus próprios sentimentos e intenções. Muito menos, aqueles que se encontram envolvidos numa ou outra situação contrária aos propósitos divinos para a vida conjugal e familiar. Concluindo, cabe-nos sim, reconhecer e valorizar o plano de Deus para a salvação do ser humano que, ciente de sua condição pecaminosa deve, em qualquer que seja a situação, recorrer à graça divina, e esperar um julgamento fundamentado em Sua justiça e misericórdia. Mais importante ainda é recorrermos ao poder do alto em busca da habilitadora graça divina a fim de administrarmos a vida conjugal com sabedoria e amor de modo a usufruirmos as bênçãos do casamento segundo o plano estabelecido por Deus. O primeiro milagre de Cristo foi numa festa de casamento quando transformou a água num vinho da melhor qualidade. Se os casamentos hoje estão sujeitos às mais diversas influências corruptoras correndo o risco da desintegração, Cristo com certeza pode operar o milagre da imunização, tornando-os refratários à dor e ao sofrimento de uma vida conjugal desajustada e infeliz. Basta recorrer à Sua graça redentora, “pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á”. Mateus 7:8 Muitos, porém, afirmam: “Nossos sonhos de felicidade ficaram no passado, nosso amor já morreu”. Se assim pensam é porque um dia encontraram felicidade no amor que os uniu. Tais pessoas devem se lembrar da ressurreição de Lázaro relatada em João capítulo onze. Se Cristo tem o poder de ressuscitar, restaurar, fazer voltar à vida a todo aquele que nEle crê, com certeza tem o poder de restaurar casamentos desfeitos para que o nome de Deus seja assim glorificado. Que as bênçãos divinas recaiam em abundância sobre seu casamento e sua família.


Derly Gorski

  • Pastor e Jornalista

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