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Casamento-8731


Homem e mulher, criaturas de Deus, foram feitos um para o outro e para juntos caminharem rumo ao sucesso conjugal. Sabemos, porém, que as coisas não andam bem entre muitos que, sonhando com a felicidade a dois, descobrem com o passar do tempo que estão vivendo um pesadelo em seu relacionamento. Para comprovar isso, tenha-se em mente o índice de divórcios que, no Brasil, tem se elevado como indicam as pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em reportagem de CLARICE SPITZ da Folha Online, de 5 de dezembro de 2006. Suas palavras: "Os divórcios experimentaram uma alta de 15,5% em 2005 na comparação com 2004. Trata-se do maior patamar desde o início da série analisada pelo IBGE, que começou em 1995. Em 2004, por exemplo, os divórcios tinham recuado 3,7%. "Segundo as Estatísticas do Registro Civil 2005, o fato de os divórcios apresentarem o dobro de crescimento que as separações judiciais --que tiveram um acréscimo de 7,4% em relação a 2004-- demonstra uma mudança no comportamento da sociedade.

"Para o instituto, o brasileiro passou a aceitar o divórcio com mais naturalidade".

Visão bíblica sobre Casamento e Divórcio A aceitação do divórcio como solução para os problemas matrimoniais não é exclusividade dos brasileiros e sim, da humanidade. Tampouco da conjuntura social em que vivemos e sim, dos mais remotos tempos em homens e mulheres se dão em casamento. O casamento, cujo propósito é o de unir homem e mulher pelos elos da mútua afeição, é também um campo no qual duas pessoas com personalidades próprias devem sujeitar-se à mutua aceitação, atitude esta que, não apenas inspira, mas torna obrigatório o respeito de um pelo outro. Quando isso não acontece, a individualidade de um ou de ambos é desonrada e o casamento, cujo objetivo era o de unir, passa a ser um campo de batalha, onde a luta pelo poder acaba por desgastar o relacionamento, levando os cônjuges à separação. Interrogado se era lícito ao homem repudiar, abandonar, sua mulher dando-lhe um documento de divórcio, Jesus afirmou em Marcos 10:5 que o mandamento escrito por Moisés ao povo judeu se tornou uma realidade em virtude da "dureza de coração" dos seres humanos. Em outras palavras, por causa da insensibilidade de um para com o outro, da desconsideração aos sentimentos e direitos de seu cônjuge, da inobservância dos preceitos divinos que deveriam reger nosso relacionamento com o próximo. Levando em consideração a orientação bíblica que se refere à mulher como sendo um "vaso mais frágil" (I Pedro 3:7) é possível que grande parte dessa insensibilidade recaia sobre os homens, principalmente pelo fato de se verificar na própria Bíblia, uma tendência machista, contrária, naturalmente, ao plano divino para o relacionamento entre um homem e uma mulher que se unem em casamento. Segundo o propósito divino, o homem, ao se casar, deveria ser o responsável para suprir as necessidades de sua esposa e família. Responsabilidade essa, nos mais diveros aspectos, em especial, no campo das emoções, pois talvez seja aí que se encontre a fragilidade feminina, à qual se refere o apóstolo Pedro. Estudos sobre a psicologia masculina e feminina indicam que, em linhas gerais, a mulher é mais sensível aos rigores das variações que condicionam o relacionamento entre os cônjuges. Em suma, as mulheres estão mais sujeitas aos abalos emocionais. De mãos dadas ao sucesso conjugal Se as pesquisas do IBGE nos trazem a desagradável informação de que os brasileiros estão passando a aceitar com naturalidade os descaminhos do divórcio, a boa notícia é que estudos científicos podem nos ajudar a compreender que nem tudo está perdido, mas que simples gestos como se dar as mãos um ao outro pode resultar em segurança emocional, especialmente para a mulher. Essa boa notícia, foi veiculada pelo Portal G1, da Rede Globo em sua edição de 25 de maio que disponibilizamos a seguir: "Um estudo de um neurocientista da Universidade de Virgínia mostrou que mulheres casadas que estejam estressadas sentem alívio imediato - comprovável em imagens do cérebro - ao segurar a mão do marido, desde que tenham um bom relacionamento com ele. James Coan, que comandou a pesquisa, utilizou 16 casais considerados felizes e se disse surpreso com o impacto de um gesto tão simples nos níveis de estresse das mulheres.

"Sabemos há uma década que estar num bom relacionamento faz lesões se curarem mais rápido, faz com que as pessoas fiquem menos doentes e até vivam mais", disse Coan à Reuters. "Mas a questão principal desse estudo é que ninguém tinha conseguido quantificar os benefícios mentais de um relacionamento próximo em termos de melhora na saúde", disse ele.

"O estudo "Dando uma Mão: Regulação Social da Resposta Neural à Ameaça" foi publicado na edição de dezembro de 2006 da revista Psychological Science. As 16 mulheres casadas foram submetidas à ameaça de um choque elétrico enquanto seguravam a mão do marido, a mão de um homem desconhecido ou quando não seguravam a mão de ninguém.

"Coan e sua equipe usaram a ressonância magnética funcional para mostrar como o cérebro das mulheres respondeu à mão amiga na situação de perigo. O estudo não avaliou a reação dos homens sob ameaça, mas os pesquisadores pretendem fazer isso no futuro.

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"O experimento só usou casais felizes, que tiveram seu relacionamento avaliado previamente. Os com os relacionamentos mais sólidos registraram os maiores benefícios. ..." Casamento é pra toda a vida É compreensível que entre pessoas com personalidades e temperamentos diferentes haja momentos de desentendimento. O que não é aceitável é que aqueles que se unem em casamento pelos elos da afeição não busquem um caminho para juntos caminharem de mãos dadas rumo ao sucesso conjugal e a felicidade com a qual sonhavam e se deram em casamento. Se os estudos comprovam os benefícios do toque físico, em especial o ato de dar as mãos uns aos outros, porque não praticar isso de forma constante e regular de modo a fortalecer os elos da afeição? Tudo é questão de experimento. Se funciona no laboratório dos cientistas por que não no laboratório do dia-a-dia conjugal? Roberto Shinyashiki, em seu livro "A Carícia Essencial - Uma Psicologia do Afeto" deixa claro a importância do toque físico no relacionamento humano. À página dezoito ele afirma: "A estimulação tátil, além de significar algo gostoso, afetuoso e propiciar sensação de proteção e segurança, fornece material para o indivíduo criar identidade". A beleza do casamento se encontra na possibilidade de duas pessoas com identidades próprias, se unirem de tal maneira a ponto de se identificarem e se tornarem um em espírito e propósito para a vida em comum. No alinhamento das idéias aqui expostas, o toque físico, o dar as mãos um ao outro exerce um papel importante para consolidar os sonhos de amor que uniu os enamorados. Milton Nascimento e Fernando Brant foram felizes ao compor e escrever a música popular “Amigo é coisa pra se guardar” e guardar “debaixo de sete chaves” significando que ao construirmos uma boa amizade, deve haver um empenho no sentido de se manter a todo custo esse bom e salutar relacionamento. Uma das características do casamento se encontra no sentimento de amizade entre os cônjuges, razão pela qual estamos parafraseando os autores da música popular afirmando que "casamento é coisa pra se guardar". Sim, casamento é pra toda a vida. Se Deus assim planejou, também pode conceder sabedoria, inspiração e forças aos casais que assim o desejarem. Experimente!


Derly Gorski

  • Pastor e Jornalista

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