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Divorcio o bom
Derly Gorski

  • Pastor e Jornalista

Ao acessar as notícias de hoje (4/12/2008) na versão on-line do jornal "O Estado de São Paulo", a manchete "Divórcio cresce 200% em 23 anos no País, diz IBGE" me chamou a atenção e dispus-me a divulgá-la em nosso site: Leia na íntegra:

RIO - A taxa de divórcio em 2007, quando se completou 30 anos da instituição do divórcio no Brasil, atingiu o pico da série iniciada pelo IBGE em 1984 e chegou a 1,49 por mil (1,49 divórcios por cada mil habitantes), crescimento de 200% em relação a 1984, quando era de 0,46 por mil. Em números absolutos os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342 em 2007. Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira, 4, na pesquisa Estatísticas do Registro Civil. Em contrapartida, o número de casamentos realizados no País vem crescendo desde 2003.

Segundo os técnicos do IBGE, a elevação das taxas de divórcio revela uma gradual mudança de comportamento da sociedade brasileira, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade e a acessar os serviços de justiça de modo a formalizar as dissoluções. Somando separações e divórcios, houve 231.329 uniões desfeitas em 2007, uma para cada quatro casamentos.

Em 2007 foram realizados 916.006 casamentos, crescimento de 2,9% ante o ano anterior. O número maior de casamentos "decorre, em grande parte, de iniciativas de formalização de uniões consensuais", já que os casais têm sido incentivados pelo Código Civil renovado em 2002 e pelas ofertas de casamentos coletivos promovidos desde então, conforme os técnicos do IBGE.

No que diz respeito à natureza das separações realizadas no Brasil, em 2007 a maior parte delas (75,9%) foi consensual, enquanto as separações não consensuais foram 24,1% do total. A pesquisa ressalta, nas estatísticas sobre divórcios, a "hegemonia das mulheres" na guarda dos filhos menores.

Guarda dos filhos

Em 2007, em 89,1% dos divórcios, a responsabilidade pela guarda dos filhos menores foi concedida às mulheres. As Estatísticas do Registro Civil são divulgadas desde 1974 e reúnem os dados, relativos a 2007, de cartórios, varas de família, foros, varas cíveis e tabelionatos de notas de todo o País.

A pesquisa mostra que a taxa de nupcialidade legal atingiu, no ano passado, o valor de 6,7 casamentos por mil habitantes, a maior taxa da série e equivalente a 1999. Ainda segundo a pesquisa, as taxas de nupcialidade legal de indivíduos de 60 anos ou mais de idade revelam significativa diferença por sexo.

Entre as mulheres de 60 a 64 anos, a taxa foi de 1,5 por mil. Para os homens do mesmo grupo etário, a taxa foi de 3,6 por mil. O levantamento mostra também que os homens casam pela primeira vez, em média, aos 29 anos e a mulher, aos 26 anos.

Pois bem, não importa qual seu estado civil, refletir sobre a realidade que estamos vivendo não faz mal a ninguém. Como pastor e conselheiro matrimonial temos tido a oportunidade de acompanhar "casos e casos" nos quais "cada caso é um caso". Por isso mesmo entendemos e nos sensibilizamos com a realidade vivida em cada situação. No entanto, posso afirmar que, infelizmente, os relacionamentos não estão sendo "trabalhados" como deveriam.

Ao me expressar com a expressão "os relacionamentos não estão sendo trabalhados" quero dizer que o relacionamento entre um homem e uma mulher que se propõem a viver maritalmente sob o amparo da sagrada instituição chamada "casamento" deveriam compreender o verdadeiro significado das palavras de Jesus quando testado pelos fariseus acerca do divórcio. Leia Suas palavras no Evangelho segundo Mateus, capítulo 19, versos 3 a 9:

3 Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? 4 Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher 5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? 6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 7 Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? 8 Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. 9 Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério.

O que Jesus quis dizer foi que, no "princípio", ou seja, quando Deus criou o ser humano e instituiu o relacionamento entre um homem e uma mulher ao qual hoje denominamos "casamento", ambos deveriam unir-se e formar "uma só carne". Ora, o divórcio causa o rompimento que não acontece sem causar sérios traumatismos. Para entender melhor é só tomarmos duas folhas de papel e colarmos uma à outra de modo a torná-las uma só. Após a secagem, tente separá-las. Se houver uma pequena brecha entre elas, você poderá tentar separá-las, mas não sem rasgá-las. Isso significa que quando um casal se casa e existem brechas que impedem a verdadeira união dos dois, o divórcio irá separar o casal, mas não sem causar traumas de maior ou menor intensidade a depender de cada caso.

No entanto, quando um casal cultiva o verdadeiro amor e se casa sob a bênção dAquele que instituiu o casamento, esse amor será como uma cola que se espalha por inteiro sobre marido e mulher de modo a torná-los uma só carne. E esse amor precisa ser cultivado, trabalhado a cada dia e isso pressupõe gestos, olhares, palavras e atitudes que sejam realmente condizentes com a profissão de amor de para com o outro. Quando nos referimos aos verbos "cultivar e trabalhar", é importante que a conjugação desses verbos exige esforço e boa vontade. O amor verdadeiro não acontece pura e simplesmente em nossa vida e quanto mais praticarmos as ações próprias do verbo amar, tanto mais amaremos ao nosso próximo. Muito mais ainda ao próximo mais próximo que é o nosso cônjuge.

Quando Jesus respondeu aos fariseus que por causa da "dureza do coração" é que Moisés instituiu o documento do divórcio, estava afirmando que por causa do pecado é que o relacionamento entre um casal se deteriora a ponto de desejarem a separação. Ao fazer uso da palavra "pecado" estou me referindo ao afastamento dos propósitos de Deus para nossa vida e não aos atos e atitudes pecaminosos que esse distanciamento acaba desencadeando.

Para que isso fique claro, imagine a figura de alguém que planta uma horta. Ele prepara o terreno e semeia a semente das hortaliças que pretende cultivar. Elas nascem e junto com elas nascem também ervas daninhas que se não forem arrancadas e destruídas impedirão o crescimento saudável das plantas desejadas. Todos temos uma natureza tendenciosa para o mal e, à semelhança do horticultor, precisamos desarraigar as plantas venenosas , pensamentos, palavras, gestos e atitudes que podem destruir os sonhos de amor de um casal que um dia prometeu o mútuo amor entre si. Leia agora as palavras de Ellen G. White:

"O que Satanás planta no coração - ruins suspeitas, inveja, ciúmes, maledicência, impaciência, preconceito, egoísmo e cobiça - devem ser desarraigados. Se se permite que essas más qualidades permaneçam na alma, produzirão frutos pelos quais muitos serão corrompidos. Oh, quantos cultivam as venenosas plantas que matam os preciosos frutos do amor e debilitam a alma!" O Lar Adventista, pág. 196.

É aqui que entra o poder da religião na vida do ser humano. Quando me refiro à religião não estou falando de uma denominação específicamente, mas do relacionamento com Deus, mediante o estudo das Sagradas Escrituras e também da oração que é a maneira através da qual podemos abrir nosso coração Àquele que verdadeiramente nos ama e conhece todos os nossos sentimentos, sejam eles bons ou maus. Quanto mais nos apegarmos a Deus, tanto mais amorosos seremos, pois Deus é amor e o Seu amor será "derramado" em nosso coração, como nos assegura o apóstolo Paulo em Romanos 5:5. Note ainda a mesma autora citada acima:

"A religião é necessária no lar. Só ela pode prevenir os ofensivos erros que tantas vezes amarguram a vida conjugal. Unicamente onde Cristo reina, pode haver amor profundo, verdadeiro, altruísta. Então uma pessoa e outra se amalgamarão, e as duas vidas se fundirão em harmonia. Anjos de Deus serão hóspedes do lar, e suas santas vigílias santificarão a câmara matrimonial. Será banida a vil sensualidade. Os pensamentos serão dirigidos para Deus, no alto; a Ele ascenderá a devoção do coração". Mensagens aos Jovens, capítulo sobre o noivado e casamento, pág. 440.

Como afirmamos inicialmente, como pastor e conselheiro matrimonial, procuramos entender os problemas que nos são apresentados e nos sensibilizamos com os sentimentos feridos de quem por alguma razão se encontra em estado de separação. Deus, porém, muito mais que qualquer conselheiro, é Quem realmente pode enterder, confortar e prover a solução para quem quer que seja que se encontre ferido, magoado e desejoso de alcançar a verdadeira felicidade. Disse Jesus:

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma". Mateus 11:28 e 29.

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