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Entrando na Terra Prometida

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Depois da morte de Moisés, Josué devia ser o líder de Israel, a fim de conduzi-los à Terra Prometida. Ele tinha sido primeiro-ministro de Moisés durante a maior parte do tempo em que os israelitas vaguearam no deserto. Tinha visto as maravilhosas obras de Deus operadas por Moisés, e bem compreendido a disposição do povo. Fora um dos doze espiões enviados a observar a Terra Prometida, e um dos dois que deram o fiel relato de suas riquezas, encorajando o povo a seguir na força de Deus para possuí-la. Estava bem qualificado para este importante cargo. O Senhor prometeu a Josué ser com ele, como tinha sido com Moisés, fazendo Canaã cair como fácil conquista para ele, com a condição de que fosse fiel em observar todos os Seus mandamentos. Estava ansioso quanto ao modo como deveria executar sua comissão de conduzir o povo para a terra de Canaã, mas este encorajamento removeu seus temores.



Josué ordenou aos filhos de Israel que se preparassem para uma jornada de três dias, e que todos os homens de guerra fossem para a batalha. "Então responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos, e aonde quer que nos enviares iremos. Como em tudo ouvimos a Moisés,



assim te ouviremos a ti: tão-somente que o Senhor teu Deus seja contigo, como foi com Moisés. Todo o homem, que for rebelde à tua boca, e não ouvir as tuas palavras em tudo quanto lhe mandares, morrerá: tão-somente esforça-te, e tem bom ânimo." Jos. 1:16-18.



A passagem dos israelitas através do Jordão devia ser miraculosa. "Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós. E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca do concerto e passai adiante deste povo. Levantaram pois a arca do concerto, e foram andando adiante do povo. E o Senhor disse a Josué: Este dia começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam, que assim como fui com Moisés assim serei contigo." Jos. 3:5-7.



Cruzando o Jordão



Os sacerdotes deviam ir na frente do povo, levando a arca que continha a lei de Deus. Quando seus pés tocaram a orla do Jordão, as águas pararam de correr, e os sacerdotes passaram, levando a arca, o símbolo da Presença Divina, e o exército dos hebreus os seguiu. Quando os sacerdotes estavam no meio do Jordão, foi-lhes ordenado permanecer no leito do rio até que todo o exército de Israel tivesse passado. Aqui a então existente geração de israelitas ficou convencida de que as águas do Jordão estavam sujeitas ao mesmo poder que seus pais tinham visto exibir-se no Mar Vermelho quarenta anos antes. Muitos deles tinham passado através do Mar Vermelho quando eram crianças. Agora, passavam pelo Jordão, homens de guerra, inteiramente equipados para a batalha.



Depois que todo o exército de Israel tinha passado pelo Jordão,



Josué ordenou aos sacerdotes que saíssem do rio. Tão logo os sacerdotes, portando a arca do concerto, saíram do rio, e pisaram a terra seca, o Jordão rolou como antes e inundou todas as suas margens. Este maravilhoso milagre realizado em favor dos israelitas, aumentou grandemente sua fé. Para que este inaudito prodígio não fosse jamais esquecido, o Senhor instruiu a Josué que ordenasse que homens de destaque, um de cada tribo, tomassem pedras do leito do rio, do local onde estiveram os pés dos sacerdotes, enquanto o exército de hebreus estava passando, levando-as sobre os ombros, para construir um monumento em Gilgal, a fim de guardar na lembrança o fato de que Israel atravessara o Jordão em terra seca. Depois que os sacerdotes saíram do Jordão, Deus retirou Sua poderosa mão, e as águas precipitaram-se como uma portentosa catarata, seguindo em seu próprio canal.



Quando todos os reis dos amorreus e os reis dos cananeus ouviram que o Senhor detivera as águas do Jordão diante dos filhos de Israel, o coração derreteu-se-lhes de temor. Os israelitas tinham matado dois dos reis de Moabe, e sua miraculosa passagem através do volumoso e impetuoso Jordão encheu-os do maior terror. Josué então circuncidou todo o povo que tinha nascido no deserto. Depois desta cerimônia celebraram a páscoa nas planícies de Jericó. "Disse mais o Senhor a Josué: Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito." Jos. 5:9.



Nações pagãs tinham vituperado o Senhor e Seu povo porque os hebreus não haviam possuído a Terra de Canaã, a qual esperavam como herança logo depois de deixarem o Egito. Seus inimigos tinham triunfado porque haviam por tanto tempo vagueado no deserto, e orgulhosamente erguiam-se contra Deus, declarando que Ele não fora capaz de introduzi-los



na terra de Canaã. Tinham eles agora cruzado o Jordão em terra seca, e seus inimigos não podiam mais ridicularizá-los.



O maná tinha continuado a cair até este tempo, mas agora que os israelitas estavam para possuir Canaã e comer do fruto da terra, não tinham mais necessidade dele, e deixou de cair.



O Príncipe do Exército do Senhor



Quando Josué se afastou dos exércitos de Israel, para meditar e pedir a Deus que Sua presença especial o acompanhasse, viu um homem de estatura elevada, em vestes guerreiras, com uma espada desembainhada na mão. Josué não o reconheceu como alguém dos exércitos de Israel, mas não tinha aparência de ser inimigo. Em seu zelo acercou-se dele e perguntou: "És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse Ele: Não, mas venho agora como Príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou sobre o seu rosto na terra, e O adorou, e disse-Lhe: Que diz meu Senhor ao Seu servo? Então disse o Príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim." Jos. 5:13-15.



Este não era um anjo comum. Era o Senhor Jesus Cristo, Aquele que havia conduzido os hebreus através do deserto, envolto numa coluna de fogo à noite e numa coluna de nuvem durante o dia. O lugar era santificado pela Sua presença; portanto, a Josué foi ordenado tirar as sandálias.



Então o Senhor instruiu a Josué quanto ao método que devia seguir para tomar Jericó. Todos os homens de guerra deviam rodear a cidade uma vez cada dia durante seis dias, e no sétimo dia deviam fazê-lo sete vezes.



A Tomada de Jericó



"Então chamou Josué, filho de Num, aos sacerdotes, e disse-lhes: Levai a arca do concerto; e sete sacerdotes levem sete buzinas de carneiros, diante da arca do Senhor. E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe diante da arca do Senhor. E assim foi, como Josué dissera ao povo, que os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de carneiros diante do Senhor, passaram, e tocaram as buzinas; e a arca do concerto do Senhor os seguia." Jos. 6:6-8.



"E os armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as buzinas: e a retaguarda seguia após a arca, andando e tocando as buzinas. Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis. E fez a arca do Senhor rodear a cidade, rodeando-a uma vez: e vieram ao arraial, e passaram a noite no arraial." Jos. 6:9-11.



O exército hebreu marchou em perfeita ordem. Primeiro, ia um selecionado pelotão de homens armados, vestidos com roupas guerreiras, agora não para exercer sua habilidade em armas, mas somente crer e obedecer as instruções que lhes foram dadas. Em seguida iam sete sacerdotes com as trombetas. Então vinha a arca de Deus, resplandecendo de ouro, com um halo de glória pairando sobre ela, levada pelos sacerdotes nas ricas e peculiares roupagens que denotavam seu ofício sagrado. O vasto exército de Israel seguia em perfeita ordem, cada tribo debaixo de seu respectivo estandarte. Assim rodearam a cidade com a arca de Deus. Nenhum som era ouvido além das pisadas do poderoso exército, e a



solene voz das trombetas ecoava pelas montanhas, e ressoava através da cidade de Jericó.



Admirados e alarmados, os vigias da cidade condenada observam cada movimento, e relatam-no às autoridades. Não sabem dizer tudo o que esta exibição significa. Alguns ridicularizam a idéia de que a cidade fosse tomada dessa maneira, enquanto outros ficam temerosos, ao contemplar o esplendor da arca e a solene e impressionante aparência dos sacerdotes e do exército de Israel em seguimento, com Josué à frente. Lembram-se de que o Mar Vermelho, quarenta anos antes, abrira-se diante deles, e que lhes fora preparada uma passagem através do rio Jordão. Estão demasiado aterrorizados para gracejar. São cuidadosos em manter os portões da cidade completamente fechados, e poderosos guerreiros guardam cada portão.



Por seis dias o exército de Israel realizou o seu circuito ao redor da cidade. No sétimo dia rodearam Jericó sete vezes. Ao povo fora ordenado, como usualmente, ficar em silêncio. Apenas o som das trombetas devia ser ouvido. O povo devia estar atento, e quando os trombeteiros dessem um toque mais demorado que o usual, então todos deviam gritar com alta voz, pois o Senhor lhes tinha dado a cidade. "Ao sétimo dia madrugaram ao subir da alva, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes: naquele dia somente rodearam a cidade sete vezes. E sucedeu que, tocando os sacerdotes a sétima vez as buzinas, disse Josué ao povo: Gritai; porque o Senhor vos tem dado a cidade." Jos. 6:15 e 16. "Gritou pois o povo, tocando os sacerdotes as buzinas: e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande grita; e o muro caiu abaixo,



e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si e tomaram a cidade." Jos. 6:20.



Deus desejava mostrar aos israelitas que a conquista de Canaã não devia ser atribuída a eles. O Príncipe do exército do Senhor venceu Jericó. Ele e Seus anjos estavam empenhados na conquista. Cristo ordenou ao exército celestial que deitasse abaixo os muros de Jericó e preparasse uma entrada para Josué e o exército de Israel. Deus, neste maravilhoso milagre, não apenas fortaleceu a fé do povo no Seu poder de subjugar os inimigos, mas repreendeu-lhes a anterior incredulidade.



Jericó desafiara o exército de Israel e o Deus do Céu. Quando contemplaram o exército de Israel marchando ao redor da cidade uma vez por dia, ficaram alarmados; porém olharam para suas fortes defesas, seus firmes e altos muros, e se sentiram seguros de que resistiriam a qualquer ataque. Entretanto, quando seus firmes muros subitamente tremeram, e caíram com estrépito ensurdecedor, à semelhança do estampido de ruidoso trovão, ficaram paralisados de terror e não puderam oferecer resistência alguma.



Josué, Sábio e Consagrado Líder



Mancha alguma repousava sobre o santo caráter de Josué. Era um líder sábio. Sua vida fora inteiramente devotada a Deus. Antes de morrer, reuniu o povo hebreu e, seguindo o exemplo de Moisés, recapitulou suas jornadas no deserto e a conduta misericordiosa de Deus para com eles. Então, com eloqüência, dirigiu-se a eles. Relatou-lhes que o rei de Moabe lhes fizera guerra, chamando Balaão para amaldiçoá-los; porém Deus "não quis ouvir a Balaão: pelo que, abençoando-vos ele, vos abençoou". Jos. 24:10. Então disse-lhes: "Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses



a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais: porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." Jos. 24:15.



"Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses; porque o Senhor é o nosso Deus; Ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos." Jos. 24:16 e 17.



O povo renovou seu concerto com Josué. Disseram-lhe: "Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à Sua voz." Jos. 24:24. Josué escreveu as palavras de sua aliança no livro que continha as leis e estatutos dados a Moisés. Josué era amado e respeitado por todo o Israel, e sua morte foi muito lamentada por eles.


Do livro, História da Redenção. CPB

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