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As Peneiras da Sabedoria

Um homem aproxima-se de seu Mestre e lhe diz: - Mestre, vou lhe contar o que disseram do João... O Mestre, com sua infinita sabedoria, responde: - Calma. Antes de me contares algo que possa ter relevância,te pergunto: Já fizeste passar a informação pelas Três Peneiras da Sabedoria? - Peneiras da Sabedoria? Não. Elas não me foram mostradas – argumentou. - Sim. Só não te ensinei porque não era chegado o momento. Porém, escuta-me com atenção: Tudo que te disserem de outrem, deve passar antes pelas Peneiras da Sabedoria e, na primeira, a da Verdade, eu te pergunto: - Tens certeza de que o que te contaram é realmente verdadeiro? Meio sem jeito, ele replicou: - Bem. Realmente não tenho certeza. Sei apenas o que me contaram... O Mestre continuou: - Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a Peneira da Bondade. Pergunto: - Trata-se de algo que gostarias que falassem de ti? - De maneira alguma, Mestre. Evidente que não! - Então se trata de algo que passou pelos furos da segunda peneira e jaz nas cruzetas de terceira e última peneira. Realizo, portanto, a derradeira pergunta: - Achas mesmo necessário passar adiante essa história sobre teu irmão e companheiro? - Não Mestre. Absolutamente! Respondeu. - Então, disse o sábio, ela acaba de vazar os furos da Peneira da Necessidade, perdendo-se na imensidão da Terra. Não sobrou nada para contar. - Entendi, querido Mestre. Doravante somente as boas palavras terão caminho em minha boca. Finalizou o sábio: - És agora um mestre completo. Volta ao teu povo. Afinal, terminaste o aprendizado. Lembra-te sempre, todavia: As abelhas, construtoras do Criador, nas imundícies dos charcos, buscam apenas as flores para sua laboriosa atividade, enquanto as nojentas moscas buscam, em corpos sadios, as chagas e feridas que as mantém vivas. "

AS TRÊS CARTAS DE CÉSAR

Caio Júlio César, o famoso general e ditador romano, costumava, para não perder tempo, ditar várias cartas de uma só vez. Certa ocasião, recebeu missivas de três subalternos: - O primeiro, administrador de uma propriedade, lhe perguntava o que devia fazer com uma grande árvore, cuja sombra prejudicava o jardim; César mandou responder que aparasse os galhos maiores. O segundo, relatava que um cavalo de estimação, de bela crina, estava doente; César, em resposta, queria determinar que se soltasse o animal. Ao terceiro, que o consultava a respeito de um prisioneiro gaulês, pretendia autorizar a pena de morte, a machado. Mas, as cartas foram trocadas. O primeiro, que recebeu a resposta destinada ao terceiro, abateu a árvore toda, em lugar de aparar somente os galhos. O segundo, a quem foi entregue a resposta do primeiro, limitou-se a aparar a crina do cavalo, que logo morreu. Finalmente, o terceiro deu liberdade ao perigoso prisioneiro. Enviado por: Edison Tomazella

AS TRÊS PENEIRAS

Dona Flora foi transferida de Departamento na empresa em que trabalhava. Logo no primeiro dia foi dizendo: Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito da Raquel! Espere um pouco, Dona flora. O que vai me contar já passou pelas três peneiras? Peneiras?!? Que peneiras, Sr. Roberto? A primeira é a da VERDADE. Tem certeza de que este fato é absolutamente verdadeiro? Não. Como posso? O que sei foi o que me contaram. Mas acho que... Então sua estória já vazou pela primeira peneira. Vamos à segunda que é a da BONDADE. O que vai me contar é alguma coisa que gostaria de que os outros dissessem a seu respeito? Claro que não! Deus me livre!!! Então, esta estória vazou pela segunda peneira. Vamos ver a terceira, que é a da NECESSIDADE. A senhora acha mesmo necessário me contar esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Não chefe, passando por essas peneiras, vi que não sobrou nada mesmo do que eu ia contar. Já pensaram como as pessoas seriam felizes se todos usassem sempre essas três peneiras? Sempre que surgir um boato, passem-no pelas três peneiras, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante.

AS TRÊS PERGUNTAS DE CARLOS MAGNO

De viagem para Itália, o imperador Carlos Magno visitou, certa vez, o abade de São Gall,contra quem havia queixas. A fim de destituí-lo, fez-lhe o imperador três perguntas, cujas respostas deveriam ser dadas por ocasião da viagem de volta. As perguntas eram: 1- quantos são os meus fios de cabelo? 2- quanto valho em dinheiro? 3- em que estarei pensando, quando aqui estiver de novo? Diante de tamanha dificuldade, o pobre abade foi-se abatendo, entristecendo, sem encontrar nenhuma solução. Mas o seu jardineiro, homem sagaz, teve um plano. Para tanto, de acordo com seu amo, vestiu os trajes de abade e aguardou o imperador. Carlos Magno não deu logo pela substituição e repetiu as três perguntas. Respondeu-lhe o falso abade à primeira pergunta: - "Vossa Majestade possui "tantos" milhões de fios de cabelo; se duvidar do meu cálculo, é bom contar". Como segunda resposta, falou o astuto jardineiro: - "V. Majestade vale 29 dinheiros, porque Jesus Cristo valeu 30". E, finalmente, à terceira: - "V. Majestade está pensando que eu sou o abade, mas não passo de um jardineiro". Carlos Magno não pôde refutar as respostas e teve que manter o abade em seu posto. (Retirado do livro de História Antiga e Medieval de Tabajara Pedroso). Enviado por: Edison Tomazella

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