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ANSIEDADE



O homem que quiser ter um tesouro nos céus, que quiser que sua conduta seja reta, que desejar servir a Deus e não as propriedades deve desvencilhar-se das preocupações. Sherman Johnson.



Ao mesmo tempo desenvolverá confiança apropriada no Pai celeste.






Abandonar-se à Providência



25 - Pôr isso vos digo: Não vos preocupeis com a vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa?



Jesus apresenta sete razões para evitarmos a ansiedade quanto à vida física. Revela que não somente o rico possui seu mamon como seu deus, mas também o pobre que não sabe de onde virá a próxima refeição. Mostra que a ansiedade é uma espécie de mamon, porque demonstra falta de confiança em Deus. O que é vencido pelas ansiedades mostra que está servindo a dois mestres.



1) RAZÃO - A vida humana é mais que a parte física, e pôr isso merecem maior consideração do que os desejos pelas coisas físicas podem fornecer.



NÃO - Devemos assegurar neste estudo que para podermos compreender o que Jesus está proibindo e o que está autorizando. A versão inglesa traduz: Não penseis no amanhã. Parece estranho, porém a primeira versão inglesa traduziu desta maneira. Nas traduções anteriores Wyclif colocou o equivalente Não preocupeis com vossa vida o equivalente ao que traduzia a Reina Valera 1.960. Outros tradutores ingleses anteriores, Tyndale, Cranmer e a Bíblia de Genebra traduziam assim: Não andeis ansiosos com a vossa vida. Usavam a expressão no sentido literal de estar cheios de cuidado. As versões antigas eram de fato mais corretas. Não é uma previsão normal e prudente que é própria do ser humano o que Jesus proíbe aqui; é a preocupação. Jesus não advoga uma atitude descuidada, imprevista, passageira de irresponsabilidade; o que proíbe é o cuidado excessivo que paralisa e priva a alegria de toda vida[1].



PREOCUPEIS - Grego: merináó preocupar-se, estar ansioso. Esta mesma palavra se emprega em I Corintios''''' 7: 32; 12: 25 cfe. Lucas 12: 22 a 31. Descarrega teu fardo em Iahweh e ele cuidará de ti; ele jamais permitirá que o justo tropece. Salmo 55: 22.



Hebraico: yehab, vocábulo que só aparece aqui. Seu sentido não é conhecido. O Talmude traduz como carga. A LXX emprega o vocábulo mérimna, cuidado, ansiedade, fadiga, angústia usado em Lançai sobre ele toda vossa preocupação, merimnáó porque é Ele que cuida de vós. I Pedro 5: 7. O verbo análogo merimnáó é o mesmo do Salmo 55: 22; Mateus 6: 34 e I Pedro 5: 7.



O salmista aplica para si estas promessas feitas aos justos para que dependam de Deus. Convidam todos a participarem desta experiência. Deus nem sempre leva a carga, mas sustentam os que avançam com fé.



No oratório Elias, Mendelsohn emprega os mesmos termos na famosa cantata a quatro vozes, que se canta depois da grande seca quando Elias suplicou a Deus que enviasse chuva[2].



Jesus não recomenda aqui o asceticismo e tampouco falava da pobreza. Não afirma que um pobre e descuidado seja mais aceitável perante Deus que um homem rico e diligente. Jesus mesmo aconselhou prudência na administração da vida e dos negócios Lucas 14: 28 a 32. O que condena é a preocupação com as coisas materiais da vida, especialmente as que são supérfluas. Cristo condena o desejo que leva a esbanjar em qualquer sentido. O cristão discerne claramente o valor relativo das coisas, e sua preocupação está em proporção com esse valor. Compreende que a riqueza não é um fim em si mesma, senão um meio para atingir fins mais importantes, e seu objetivo supremo na vida não será o de amontoar riquezas[3].



Aquele que vos deu a vida, sabe qual é vossa necessidade de alimento para mantê-la. Aquele que criou o corpo não Se esquece de que necessitais de vestuário. Não há de Aquele que concedeu o dom maior proporcionar também o que é preciso para completá-lo?[4]



A palavra que se usa aqui no riginal é merimnân, que quer dizer preocupar-se ansiosamente. Não afadigueis, antiga Reina-Valera; Não angustieis, Reina-Valera 1995. O nome correspondente é mérimna, que quier dizer pre­ocupação, ansiedade. Em uma carta escrita em um papiro, uma mulher escreveu a seu marido ausente: Não posso dormir nem de noite nem dia, pela preocupação, grego: mérimna que tenho de te encontrar bem. Uma mãe, ao ter noticias da boa saúde e prosperidade de seu filho, lhe escreveu uma carta: Esta era toda minha oração e toda minha ansiedade, grego: mérimna. O poeta Anacreonte escreveu: Quando bebo vinho, me adormecem as preocupações mérimna. Esta palavra era normal no grego para referir-se a ansiedade, a preocupação e o cuidado.



Os mesmos judeus estavam muito familiarizados com esta atitude ante a vida. Os grandes rabinos ensinavam que um homem devia enfrentar a vida com uma combinação de prudência e serenidade. Insistiam, por exemplo, que todos os pais deviam ensinar a seus filhos uma profissão; porque, diziam, se não ensenarmos uma profissão eles seriam ensenados a roubar. Criam em instruir e dar todos os passos necessários para levar uma vida prudente. Porém ao mesmo tempo diziam: O que tem pão no cesto, diz: Que comererei amanhã? É um homem de pouca fé.



Jesus está aqui ensinando uma lição que seus compatriotas já sabiam muito bem: A lição da prudência, da provisão, da serenidade e da confiança combinadas[5].



VIDA - Grego: Psyque - Designa a vida física[6].



Alma, alento. A palavra psyque aparece 102 vezes no NT grego. A tradução mais comum é alma, 48 vezes; Mateus 11: 29; 12: 18; etc. Como vida, 38 vezes Mateus 6: 25; 16: 25; etc. Em sete casos se refere à identidade pessoal e RVR é traduzido como pessoas, Atos 7: 14; I Pedro 3: 20; etc. Seis vezes é traduzido como coração relacionado a emoções. Efésios 6: 6; ânimos; Atos 14: 2. Uma vez é traduzida como morte, Mateus 2: 20; em duas vezes não há tradução literal da palavra, Romanos 2: 9; 11: 3. No vocábulo pysique não há nada que relacione nem sequer remotamente como uma entidade consciente que pode sobreviver à morte do corpo ou que este seja imortal. A Bíblia nunca emprega o termo pysique para referir-se a um ser consciente capaz de existir fora do corpo. A Bíblia não fala de almas vivas e conscientes que sobrevivam fora do corpo. Com referência a palavra hebraica nefesh equivalente à palavra grega pysique ver I Reis 17: 21; Salmo 16: 10. O que se diz de uma palavra se aplica a outra[7].



A verdadeira educação significa mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, e todo o período possível da existência do homem. É o desenvolvimento harmônico das faculdades físicas, mentais e espirituais[8].



A personalidade humana merece mais consideração do que somente a satisfação de seus desejos físicos.



A vida é o dom mais precioso que o Criador concedeu aos homens, e as criaturas muitas vezes não entendem o quão precioso é este dom concedido aos homens. Os humanos possuem a tendência de se preocuparem com as coisas e não com o Senhor das coisas.






A PREOCUPAÇÃO E SUA CURA



Nestes dez versos Jesus establece sete ar­gumentos distintos e defesas contra a preocupação.



1. Inicia indicando verso 25 que Deus nos deu a vida; e se Ele nos deu a vida, não devemos duvidar em confiar Nele para as cosas menores. Se Deus nos deu a vida, é seguro



que podemos confiar em que nos providenciará o alimento para nos sustentar. Se Deus nos deu corpos, é seguro que podemos confiar em que Ele nos dará a roupa para vestirmos. Se alguém nos desse um presente de preço incalculável, é certo que não se trata de uma pessoa tacanha, mesquina, descuidada, e que se esquecesse acerca de presentes menos custosos. Assim que, o primeiro argumento é que, se Deus nos tem dado a vida, pode­mos confiar que Ele nos dará as coisas necessárias para mantêla[9].



ALIMENTO - Grego: trofe. Alimento de todo o tipo. Jesus diz que a vida é mais importante que o alimento, este é importante, mas não e um fim em si mesmo, sim um meio de suster a vida. Pessoas que os principais objetivos são alimentos e vestimentas, tem perdido o que há de mais importante na vida. Deveriam comer para viver e não viver para comer Mateus 2: 27[10].






Gostamos de nos Preocupar



Portanto Eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber, nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Mateus 6: 25, NVI.



Minha vida foi cheia de terríveis infortúnios, a maioria dos quais jamais aconteceu. Essas palavras do filósofo Montaigne expres­sam bem a situação humana. Gostamos de nos preocupar. Na verdade, quando não temos algo importante com que nos preocupar, passamos a ficar ansiosos com insignificâncias. Todos somos, muitíssimas vezes, como a senhora que declarou: Sempre me sinto mal quando estou bem, pois sei que vou me sentir mal pouco tempo depois.



Lamentavelmente, a ansiedade cobra um preço muito alto dos an­siosos. Os antigos militares chineses tinham uma forma especial de torturar seus prisioneiros. Amarravam-lhes as mãos e pés e os punham sob uma bolsa de água que ficava gotejando... gotejando... gotejando, dia e noite. Essas gotas d'água caindo incessantemente na cabeça do condenado se tornavam como o som de golpes de martelo e acabavam o enlouquecendo.



A preocupação é como o pingar incessante da água. O gotejar constante da preocupação enfraquece as energias vitais de homens e mulheres, provocando neles conseqüências como úlceras, doenças car­díacas, insanidade e suicídio. Os hospitais estão cheios de pessoas que sucumbiram sob o peso esmagador da preocupação e da ansiedade. A preocupação é um assassino, tanto direta quanto indiretamente.



O Sermão do Monte enfrenta o problema da preocupação de fren­te, e aquilo que ele recomenda ainda forma o fundamento de alguns dos mais úteis conselhos sobre o assunto na área médica, psicológica e espi­ritual. Jesus trata desse problema em Mateus 6: 25 a 34. Nos próximos dias vamos examinar Seu conselho e procurár aplicá-lo a nossa vida.



Ao examinarmos esse conselho, precisamos ter em mente o fato de que Deus está interessado em nossa vida diária. Está interessado na qualidade de nossa vida. Ele quer que ela seja mais abundante por cau­sa de nossa fé.



Obrigado, ó Deus, por Te importares hoje comigo. Agradeço-Te por não quereres para mim apenas o que é bom, mas o que, é melhor. Eu Te amo, ó Senhor[11].






Não vos Inquieteis



Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Filipenses 4: 6 e 7.



Não andeis ansiosos de coisa alguma, lemos no verso bíbli­co para hoje. O que significa não andar ansioso de coisa alguma? Essa frase é tão confusa quanto a de Mateus 6: 25, conforme a tra­dução da King James Version, Versão do Rei Tiago, onde lemos:



Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer, nem com o que haveis de beber, nem quanto ao vosso corpo. A frase não vos inquieteis repete-se novamente nos versos 31 e 34. O que quer que Jesus estivesse tentando nos dizer, deveria ser muito importante para Ele, pois diz isso três vezes em nove versículos.



Diversas traduções inglesas da Bíblia, publicadas antes da King Ja­mes Version, traduzem a frase como não andeis cuidadosos quanto à vossa vida. Elas empregam a palavra cuidadoso no sentido literal de cheio de cuidado. Essa é uma tradução mais útil do que a da KJV Não é a previdência comum e prudente que Jesus está condenando; é a preocupação.



E preocupação ou ansiedade é a tradução dada pela maioria das traduções modernas. Jesus está nos dizendo repetidas vezes que os cris­tãos não devem preocupar-se com a vida, nem ficar ansiosos sobre o que devem vestir ou comer.



Os judeus da época de Cristo conheciam muito bem as atitudes re­comendadas por Jesus. Os grandes rabis ensinavam que uma pessoa de­via enfrentar a vida com uma combinação de sensibilidade em assun­tos práticos por um lado e serenidade por outro. Ensinavam, portanto, que se devia fazer planos cuidadosos, mas também confiar em Deus. Para eles, as duas coisas deviam caminhar juntas.



Veremos nos dias a seguir que Jesus e o NT ensinam a mesma combinação de virtudes. Não se inquietar e não andar ansio­so de coisa alguma deve ser entendido como: Não fique ansioso nem preocupado o tempo todo. Por que deveríamos? Deus não é nosso Pai? Não cuida Ele de nós?[12]






Um Pouco Mais Sobre Não Ser “Cuidadoso”



Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andais inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Lucas 10: 41 e 42.



Duas de minhas personagens favoritas do NT são Maria e Marta, as duas irmãs de Lázaro de Betânia. Como elas eram di­ferentes! Marta era uma trabalhadora infatigável. Estava sempre cheia de cuidados com os deveres e detalhes da vida diária. Preocupava-se com tudo o que estava sendo feito, e se estava sendo bem-feito: se as refeições seriam adequadas para os convidados, se sairiam a tempo, se a casa esta­va limpa, se as roupas haviam sido lavadas, se tudo funcionaria bem. Es­sas eram as coisas que a preocupavam. Ela era uma pessoa cheia de cui­dados. Em termos modernos, ela era ansiosa e preocupada.



Depois vinha Maria. Conforme imagino mentalmente, Maria era como uma borboleta voando de flor em flor. Passava um bocado de tempo cheirando as rosas da vida. Interessava-lhe mais a beleza das coisas e os relacionamentos do que fazer as coisas na hora.



E era nesse ponto que surgia o atrito entre as duas irmãs. Jesus havia chegado a Betânia, e Marta O convidara para o jantar. Esse convite a dei­xou uma pilha de nervos. Afinal de contas, as camas precisavam ser fei­tas, o assoalho precisava ser varrido, o alimento precisava ser comprado e preparado e... A colérica Marta estava operando em alta rotação. Mas onde está Maria? Ali está ela! Sem fazer nada! Apenas senta­da aos pés de Jesus, ouvindo e sorrindo! Será que ela não sabe que as coisas precisam ser feitas? Ela não liga a mínima?



Marta estava preocupada; estava cheia de cuidados. Cheia demais. Cheia demais até mesmo para ficar algum tempo com Jesus.



Jesus lhe passa uma repreensão suave e lhe diz francamente que Maria havia tomado a decisão mais importante. Ele não disse para Marta que era errado limpar e cozer, mas que ela devia reajustar as suas prioridades.



As características de Marta e Maria são necessárias. É preciso que haja trabalhadores, mas, melhor ainda, os trabalhadores precisam estar com Jesus primeiro[13].






O Lugar do Trabalho



No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. Gênesis 3: 19.



Algumas pessoas interpretam as palavras de Jesus em Mateus 6: 25, sobre não inquietar-se sobre a vida, o alimento e o vestuário, co­mo significando que elas não devem pensar nessas coisas. Essas pessoas zelosas, mas equivocadas, se esquecem da necessária lição de reconhe­cer tudo quanto a Bíblia diz sobre um assunto e de não regular nossa vida por passagens isoladas, retiradas do seu contexto.



A ordem bíblica não é apenas viver pela fé, com a negligência de nossas necessidades temporais. Longe disso. No momento da queda no Éden, Deus estabeleceu um programa de trabalho para Adão e Eva. Era ordem divina que os seres humanos, após a queda, devessem traba­lhar através do suor do seu rosto. Em Mateus, Jesus não está condenan­do os fazendeiros por lavrarem e gradarem a terra, e semearem, colhe­rem e armazenarem em celeiros.



O apóstolo Paulo diz isso de maneira bastante explícita em sua se­gunda carta aos tessalonicenses, quando afirma que, se alguém não quer trabalhar, também não coma. Mesmo nos dias de Paulo, surgiram na igreja indivíduos fanáticos com o argumento de que, visto que o Se­nhor iria voltar brevemente, eles não precisavam trabalhar, mas viver pela fé e passar o tempo em estudo da Bíblia, preparando-se assim pa­ra a segunda vinda. Pensando assim, pararam de trabalhar e imagina­vam-se excepcionalmente espirituais. Daí a repreensão de Paulo.



Em Mateus 6, Jesus está procurando fazer com que corrijamos nos­sas prioridades. Embora devam trabalhar com diligência, os cristãos não devem trabalhar compulsivamente. Nem devem ficar tão materia­listas que se encham de cuidado e ansiedade. O lado material da vida é importante, mas não é sumamente importante. O trabalho é impor­tante, mas não é tudo na vida.



Temos, como cristãos, um Pai celestial que cuida de nós. Não pre­cisamos andar inquietos, nem cheios de apreensão. Pelo fato de con­fiarmos em Deus, temos liberdade para viver vida mais abundante em todos os aspectos[14].



Itamar dePaula Marques


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