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Mulher preocupada



31 - Pôr isso, não andeis preocupados dizendo: Que iremos comer? ou que iremos beber? ou que iremos vestir?

5) RAZÃO - Jesus resume os principais desejos dos gentios: comida, bebida e roupa. Todo o trabalho do homem é para sua boca, e, contudo não satisfaz o seu desejo. Eclesiastes 6: 7. Os desejos não são errados, mas o indivíduo que passa a vida toda satisfazendo apenas os desejos da carne certamente não é um discípulo do reino. Jesus fazia um contraste dos desejos terrestres em comparação aos desejos espirituais.

NÃO ANDEIS PREOCUPADOS - A vida é mais importante do que o alimento, mas o reino de Deus tem mais importância que qualquer dos dois. O homem só deveria afanar-se pelo que é mais essencial[1].



DEUS PEDE O MELHOR DAS NOSSAS AFEIÇÕES

Um dos mais acentuados característicos dos habitantes da terra nos dias de Noé era seu intenso mundanismo. Faziam do comer e beber, comprar e vender, casar-se e dar-se em casamento, os supremos objetivos da vida. Não é pecaminoso, mas cumprimento de um dever, o comer e beber, se aquilo que é licito não é levado em excesso. O próprio Deus estabeleceu o casamento quando deu Eva a Adão. Todas as leis de Deus são maravilhosamente dispostas para satisfazerem a natureza do homem. O pecado dos antediluvianos consistia em perverter o que era em si mesmo legal. Corrompiam os dons de Deus com o empregá-los para servir seus próprios desejos egoístas.

O excessivo amor aquilo que é lícito em si mesmo, demonstra-se a ruína de milhares de almas. Dá-se muitas vezes coisas de menor importância o vigor do intelecto que devia ser inteiramente devotado a Deus. Precisamos guardar-nos sempre contra levar em excesso aquilo que, devidamente usado é coisa licita. Muitas muitas almas se perdem pôr se empenharem naquilo que, usado convenientemente, não faz mal, mas que, pervertido e mal aplicado, torna-se pecaminoso e desmoralizante[2].

Se estamos sempre pensando nas coisas desta vida e pôr elas lutando, não podemos manter os pensamentos fixos nas coisas que são do céu. Satanás procura levar o espírito para longe de Deus, e fixá-lo nas modas, nos costumes, nas exigências do mundo, que trazem enfermidade e morte...

Cumpre-nos buscar aqui, neste mundo, o preparo para o mundo superior. Deus nos deixou um legado, e espera que empreguemos todas as nossas faculdades em ajudar e beneficiar nossos semelhantes. Pedem nossas melhores afeições, as mais elevadas faculdades[3].



Transformando a Pequena Fé em Grande Fé

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Mateus 6: 31.

Portanto é a palavra-chave de nosso verso bíblico de hoje. Portanto é a conjunção que une o que foi dito nos versos 25 a 30 com o que se segue a partir do verso 31. Portanto pressupõe que, se realmen­te pensarmos nas maravilhas da natureza, nas belezas naturais e na ma­neira como Deus cuida da natureza em termos de seres como aves e flo­res, não teremos motivo para nos preocupar com coisas como comida, be­bida e vestuário. Na verdade, nem seremos capazes de preocupar-nos.

Portanto implica que, se realmente começamos a compreender o que significa ter Deus como Pai, não teremos motivos para preocupar-nos com as necessidades básicas da vida. O problema com muitos cris­tãos é que não compreendem o que é ser filho de Deus; não vêem Seus propósitos misericordiosos com respeito a nossa vida. Será impossível ficarmos preocupados, quando verdadeiramente aceitarmos a Deus co­mo nosso Pai pessoal.

Portanto também implica que a pequena fé pode transformar-se nu­ma grande fé quando aprendemos as lições que Jesus nos apresenta a res­peito tanto do lugar das posses materiais em nossa vida versos 19 a 24 co­mo da desnecessidade de preocupar-nos com essas coisas versos 25 a 34.

O ideal de todo seguidor de Jesus é possuir grande fé. A grande fé se constrói sobre as promessas da Bíblia e sobre a aplicação dessas pro­messas a todos os aspectos da vida. A grande fé é parte do portanto do verso 31. Ainda que, como cristãos, tenhamos que enfrentar prova­ções, problemas, aflições e tristezas, não precisamos temer, porque em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio Da­quele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do pre­sente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundi­dade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8: 37 e 38.

Senhor, ajuda-me hoje a tornar-me uma pessoa de grande fé. Per­mite, pelo Teu poder, que eu esqueça minha pequena fé para sempre[4].



32 - De fato, são os gentios que estão à procura de tudo isso: O vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas estas coisas.

5) RAZÃO - A ansiedade pelas coisas físicas faz parte da conduta dos gentios, os filhos de Deus podem contar a proteção do Pai celeste.

OS GENTIOS QUE ESTÃO A PROCURA - A luta por conseguir o material não é apropriada para os cidadãos do reino celestial. Não é correto que um filho de Deus deixe as coisas de valor eterno a fim de procurar o que não é melhor do que a erva do campo que hoje é, e amanhã se joga no forno. verso 30. Isaias 55: 1 e 2; João 6: 27[5].

Toda escritura ensina sobre a bondade de Deus. Os pagãos não tinham seus deuses como pais, e não esperavam muito de seus deuses.

Não oramos a Júpiter para fazer-nos bons, e, sim, para dar-nos benefícios materiais. Devemos orar a deus pedindo o dom da fortuna, mas a sabedoria precisou adquirir pôr-nos mesmos. Cícero.

Jesus passa a apresentar um argumento fundamental con­tra a preocupação. A preocupação, disse, é uma característica dos pagãos, e não dos que conhecem a Deus verso 32. A preocupação é em essência desconfiar de Deus. Tal desconfiança se pode entender em um pagão que crê num deus zeloso, caprichoso e imprevisível; porém é incompreensível em uma pessoa que tem aprendido a amar a Deus em nome do Pai. O cristão não pode se preocupar, porque crê no amor de Deus.

Correndo contra o tempo

Quinto Argumento Contra a Preocupação

Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Mateus 6: 32.

O quinto argumento de Jesus contra a preocupação é que ela é pagã, se não for ateísta. Preocupar-se com bens materiais, reputação ou mesmo a salvação é agir como os que não possuem fé ou confiança. Uma característica de muitos gentios ou não crentes é ter toda a vida centralizada nas coisas que possuem. Ficam felizes ou infelizes confor­me ganham ou perdem as coisas.

Os pagãos aqui são aqueles que não têm fé em Deus e que se en­tregam às preocupações. Eles não entendem que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3: 16. Não com­preendem a realidade de que o Criador é um Pai amoroso que cuida de cada pessoa com um amor que excede em muito ao amor humano Lucas 15: 11 a 32. Ainda não entenderam o fato de que Jesus está vol­tando à Terra para pôr um fim ao problema do pecado e preparar uma nova Terra para Seu povo, onde não mais haverá dor, doença, destrui­ção e morte: um lugar onde a fonte da preocupação humana não mais existirá João 14:1 a 3; Apocalipse 21: 1 a 4.

A preocupação é, em sua essência, desconfiança de Deus. O cris­tão preocupado é uma contradição. O crente não pode ser vencido pe­la preocupação porque conhece o amor de Deus e acredita nesse amor.

Quando compreendermos realmente nosso Deus, não teremos mais preocupações. Quando nos dermos conta do amor que Ele tem por nós, nossa ansiedade se dissipará como a névoa ao ser atingida pe­los cálidos raios do sol matinal.

Com a sugestão de que preocupar-se é agir como alguém que não conhece a Deus, Jesus atinge o clímax do Seu argumento contra a preocupação. Os preocupados não conseguiram aprender a lição da na­tureza, de que Deus cuida de Sua criação. A preocupação não é apenas uma coisa inútil; é também pagã. Nos dois versos a seguir Jesus irá su­gerir maneiras de vencer a preocupação[6].



Mundanos Espirituais

Então lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Lucas 12: 15.

Mundanos espirituais! O mundo tá cheia deles. A igreja está cheia deles.

Mas quem são eles? O que significa ser mundano espiritual? Talvez a melhor definição seja esta: pessoas que possuem um ponto de vista correto sobre a salvação, mas que são mundanas em seus pen­samentos sobre a vida em geral. Ou seja, elas são corretas quando falam sobre salvação, mas parecem pagãs quando falam sobre a vida diária: têm uma filosofia mundana. Andam preocupadas com casas, roupas e carros. Estão sempre falando sobre riquezas, bens e posições. São essas as coisas que realmente as dirigem. Dependem dessas coisas para serem felizes ou infelizes. Isso, diz Jesus, é ser como os gentios, ser como os que não conhecem a Jesus como Senhor, nem a Deus como Pai.

Os cristãos não são controlados por coisas. Sua felicidade central não vem da posse de coisas, nem sua infelicidade central deriva da per­da delas.

Ser um mundano espiritual é, sem dúvida, uma condição grave, da perspectiva do NT. Mas como as pessoas sabem se estão sofrendo desse mal?

Algumas perguntas podem nos ajudar a fazer o diagnóstico. Para onde, por exemplo, dirijo meus pensamentos quando tenho tempo li­vre? O que enfatizo mais em minhas conversas? O que me faz feliz ou infeliz? Quando acontece algo preocupante, minha reação é essencial­mente diferente daquela que eu teria se não fosse cristão?

A pura verdade é que as únicas coisas realmente valiosas são aque­las que continuarão a ter valor daqui a 10.000 anos. A perspectiva cris­tã da vida se encontra no extremo oposto tanto do mundanismo comum quanto do mundanismo espiritual.

Senhor, Tu sabes como é fácil para mim estabelecer prioridades er­radas. Ajuda-me hoje a deixar para trás todas as formas de mundanismo e marchar em direção à esfera do cristianismo autêntico[7].

6) RAZÃO - O Pai tem conhecimento de todas nossas necessidades, e sabe como provê-las. Deus sabe do que necessitamos e nos proporcionará[8].



O Pai Sabe

E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4: 19.

Mateus 6: 32 não diz que Deus ignora a necessidade que temos de coisas terrenas. Ao contrário, afirma que vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas, isto é, de comida, bebida e roupas. Do mes­mo modo, lemos no verso 8 que o vosso Pai sabe o de que tendes ne­cessidade, antes que Lho peçais.

Não temos somente um Pai que sabe de nossas necessidades; nós sabemos que temos esse Pai. São esses os pontos nos quais diferimos dos gentios.

Precisamos lembrar que jamais nos encontraremos numa situação ou estado alheios ao conhecimento e cuidado de Deus. Ele não apenas conhece nossas necessidades físicas, mas também está interessado em to­da a nossa vida. Está disposto a guiar-nos dia a dia. Deus nunca dirige Seus filhos de maneira di­versa daquela por que eles próprios haveriam de preferir ser guiados, se pudessem ver o fim desde o princípio e perscrutar a glória do desígnio que estão realizando como colaboradores Seus[9].

Que Pai! Que Deus! Não admira que os cristãos não devam se preocupar. Eles jamais se encontram fora do raio de ação da solicitude de Deus. Ele está sempre com eles, não importa quão negras as circuns­tâncias possam parecer no momento. Ele sempre antevê as suas neces­sidades.

E Ele tem um coração condizente com Seu conhecimento. Deus Se importa conosco mais do que nos importamos com nossos filhos. Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que es­ta viesse a se esquecer dele, Eu, todavia, não Me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei; os teus muros estão conti­nuamente diante de Mim. Isaias 49: 15 e 16.

Nosso Pai sabe. Esse é um dos pensamentos mais confortadores das Escrituras. Ele sabe de todas as minhas necessidades, de todos os meus de­sejos e de todas as minhas potencialidades, e deseja que essas necessida­des sejam atendidas mais do que eu mesmo desejo atender às necessida­des dos meus próprios filhos. Sou bastante grato por saber que Ele sabe[10].

Itamar de Paula Marques---- [1] CBASD, vol. 5, p. 342. [2] Manuscrito 24, 1891, 13 e 14 [3] Manuscrito 29, 1886, 1 e 2. [4] MM, 2001, No Monte das Bem aventuranças, George R. Knight, p. 279. [5] CBASD, vol. 5, p. 342. [6] MM, 2001, No Monte das Bem aventuranças, George R. Knight, p. 280. [7] MM, 2001, No Monte das Bem aventuranças, George R. Knight, p. 281. [8] CBASD, vol. 5, p. 342. [9] Desejado de Todas as Nações, Ellen Gold White, pp. 224 e 225. [10] MM, 2001, No Monte das Bem aventuranças, George R. Knight, p. 282.

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