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Procurando seu ParEditar

Você fez disparar o meu coração com um simples olhar. Cantares 4:9



A singularidade e a beleza dessas palavras só podem ser comparadas aos impulsos poéticos dos bons escritores do tempo do romantismo. Mas elas estão num livro que tem nome superlativo: “O Cântico dos Cânticos” (Ct 1:1).



Uma olhadinha, uma piscadinha de leve, um olhar insinuante. Tudo está dentro da tática da conquista. Mas será que isso é suficiente para começar um namoro?



A fim de ajudar os mais tímidos e indecisos na procura de um par, existem hoje, só nos Estados Unidos, mais de três mil agências de casamento. E a cada mês, ao redor do mundo, três bilhões de pessoas visitam sites em busca de um par. Além dessas agências de casamento, existem ainda 120 milhões de sites com a palavra “amor”.



Será que Deus tem uma agência de casamentos no Céu? Será que Ele vai apertar em Seu computador um mínimo de dez dígitos do lado masculino e dez do lado feminino e os dois vão sair de onde estiverem para se encontrar?



Será que os jovens e solteiros cristãos de hoje pedem a Deus que os dirija na escolha do parceiro? Ou primeiro consultam os amigos, suas preferências pessoais, e depois perguntam: “Então, Senhor, acha que vai dar certo? Se for, por favor, me envie um e-mail dizendo: ‘É ela! Pode começar!’” Será que estamos dispostos a submeter de verdade a Deus nossa vida sentimental?



Se Deus não for convidado para um processo tão importante como é o namoro, o resultado pode ser desastroso. Muitos não querem começar o namoro por causa do risco e da dor em potencial que isso envolve, mas como faz parte da vida crescer, errar, acertar, temos que arriscar.



A quem consultamos para a escolha do par? C. S. Lewis escreveu uma vez para um amigo: “Eu não duvido de que o Espírito Santo guia suas decisões internas quando você as toma com intenção de agradar a Deus. O erro seria pensar que Ele fala só do nosso interior, quando em realidade Ele fala também através das Escrituras, da igreja, dos amigos cristãos, livros, etc.”



Sua fonte de consultas é imensa para que você possa errar menos.



O maestro Lineu Soares tem uma linda composição cantada em inúmeras cerimônias de casamento: “O amor é bondoso, constante e fiel, / Ele é o começo da vida no Céu. / O amor é uma estrada de brilho e de luz. / O amor é eterno, o amor é Jesus.”



Que esse amor dirija seus passos na escolha de um companheiro.


Encontrando o seu ParEditar

Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção. Filipenses 1:9



Até no dicionário a palavra “namorar” é rica em significado e entremeada de romance: “desejar ardentemente; inspirar amor; fitar (alguma coisa) de maneira insistente; atrair; procurar conquistar; cativar”, etc. (Novo Dicionário Aurélio, 1980, Editora Nova Fronteira).



Namorar como um meio de descobrir e encontrar o parceiro é coisa nova na história da humanidade. Antes os casamentos eram arranjados. O namoro era feito na casa da moça. Depois, passou para encontros públicos, convite para sair juntos e para jantar. Hoje o processo é mais complexo e vai mudando com o tempo.



Deus é criativo demais para ter uma fórmula única para o encontro de duas pessoas. Essa atração é apenas uma “cola temporária” para avaliar a pessoa com quem estamos. Deve ser o tipo de pessoa para quem se possa olhar e dizer: “Obrigado, Senhor, pelo(a) namorado(a) que me deste”, e não se queixar dizendo: “Olha só, Senhor, o que caiu na rede.”



Existem amigos, rapazes e moças, que sonharam ser namorados, mas a luz nunca passou do amarelo para o verde para que o namoro começasse. Ficaram detidos no caminho por causa de pequenas diferenças que podiam ser superadas. É o grupo dos “mais que amigos e menos que namorados”. “Ah! Teria funcionado se não tivéssemos sido amigos antes, se fôssemos mais jovens, se morássemos mais perto, se ele não fosse tão liberal ou tão conservador, ou fosse mais cuidadoso na observância do sábado.”



Ao recomendar uma esposa para o filho Isaque, Abraão disse para seu servo: “Não me traga uma moça que acredita em coisas diferentes das que acreditamos.” Quer dizer, há lugares certos nos quais procurar uma pessoa para formar um par para o resto da vida. Essa é uma história simples, mas mostra como a orientação divina operou na vida de dois jovens quando o importante assunto do casamento estava em pauta.



O ideal de Deus é que você possa andar com o seu/sua namorado(a) na mesma direção espiritual; do contrário, você estará se arriscando. Se quando namora alguém da mesma fé você certamente enfrenta problemas, imagine se você se relacionar com alguém que não conhece os princípios cristãos.



“Se a direção divina em algum tempo deveria ser procurada em oração, é antes de dar um passo que liga pessoas entre si para toda a vida” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 465).


O Amor Leal de DeusEditar

O Senhor lhe apareceu no passado, dizendo: “Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí.” Jeremias 31:3



O amor continua sendo tão indefinido e misterioso como a célula humana, mas igualmente vital para nossa existência. Defini-lo parece impossível, mas uma das melhores definições é a que encontrei numa revista hispana: “Amor é um compromisso incondicional com uma pessoa imperfeita.”



George Matheson escreveu um hino sobre o amor de Deus, que por ocasião de sua composição teve circunstâncias adversas. Logo depois do noivado de George, a noiva ficou sabendo que ele estava se tornando cego. Não havia nada que os médicos pudessem fazer para reverter a situação. Ela então terminou o noivado dizendo que não podia passar o resto da vida com um homem cego.



Matheson se tornou completamente cego enquanto estava estudando no seminário. Era aluno brilhante e a irmã tomou conta dele durante esse período de estudos. Logo depois, ela se casou. Estudiosos da vida de Matheson dizem que o fim do noivado e o casamento da irmã fizeram com que não houvesse mais ninguém para cuidar dele, e dessa experiência acabou “nascendo” um hino.



Ele mesmo descreve como compôs o hino: “Meu hino foi composto na noite do dia 6 de julho de 1882, quando eu tinha quarenta anos de idade. Estava sozinho em casa. Era a noite do casamento da minha irmã e toda a família permaneceu em Glascow.



“Alguma coisa aconteceu comigo que somente eu entendi, e me causou grande angústia mental. O hino foi fruto daquele sofrimento. Foi o trabalho mais rápido que já fiz em minha vida. Parece que ele estava sendo ditado para mim por alguma voz interna em lugar de ser mesmo uma criação minha. O trabalho não levou mais do que cinco minutos e nunca foi retocado depois. [...] Veio como o brilho da aurora sobre mim.” São aquelas composições e poesias nascidas no cadinho da dor.



Olhando para sua vida, ele menciona que ela havia sido cheia de obstáculos, mas que a esperança nunca iria se apagar.



Como Matheson pôde superar toda essa situação? No próprio hino ele diz que “Deus traçou o arco-íris na chuva”. É a figura de um concerto e de uma promessa. “Amor, que por amor desceste! Amor, que por amor morreste! / Ah, quanta dor não padeceste! Minh’alma vieste resgatar / E meu amor ganhar! (Hinário Adventista, nº 120).



Podemos hoje experimentar a segurança desse amor leal de Deus.






O Amor Tudo EsperaEditar

O amor não conhece limites para sua paciência, fim para sua confiança, nem enfraquecimento de sua esperança; ele é capaz de superar tudo. 1 Coríntios 13:7, Phillips



Quando Elizabeth Barret se tornou esposa de Robert Browning, seus pais desaprovaram o casamento e a deserdaram. Elizabeth escrevia para eles quase toda semana, dizendo como os amava e que aguardava a reconciliação. Esperou meses e anos pela resposta.



Depois de dez anos, ela recebeu pelo correio uma caixa grande, que continha todas as cartas que ela havia escrito. Nenhuma tinha sido aberta. Apesar de essas “cartas de amor” terem depois se tornado parte da literatura inglesa, é realmente triste pensar que elas nunca foram lidas pelos pais de Elizabeth. O relacionamento rompido com a filha poderia ter sido refeito se eles tivessem pelo menos olhado algumas delas. A espera não teve resultado positivo, mas nem por isso o amor desistiu.



No capítulo dedicado ao amor, no verso mais curto, o apóstolo Paulo diz que o amor “tudo espera” (1Co 13:7). Há esperança de que o inimigo se torne amigo. De que volte o esposo ou a esposa que abandonou a casa.



Mesmo os namorados, depois de terem levado um “fora”, ainda interpretam qualquer comportamento do ex como sinal de esperança de que o namoro pode ser refeito. Assim, um telefonema, um olhar intencional, um sorriso ao cruzarem no caminho, um encontro que não era para acontecer, mas aconteceu – tudo isso atua como sinal e desperta esperança: “Ainda tenho esperança de que ele/ela volte para mim.”



E se a espera não der resultado, numa expressão de consolo, dizem: “Ah, pode deixar, meu/minha próximo(a) namorado(a) terá o magnetismo e o carinho que esse/essa não teve.”



A esposa espera que o marido alcoólatra largue a bebida e se torne o pai que os filhos precisam. Mas é o amor que a faz esperar.



Quando o filho ou a filha se rebelam e rejeitam os valores e a tradição da família e abandonam o lar, não há outra saída senão esperar.



O filho pródigo ainda é filho. Não interessa por quanto tempo tenha saído de casa, se foram dias, semanas, meses, quem sabe até anos, o pai continua esperando porque ama.



Deus é o campeão no quesito espera. O coração dEle é marcado pelo desejo de ver todos incluídos no Seu círculo de amor.

MD.2011-CPB

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