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Abre os Olhos do meu Coração

Mais uma vez Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. [...] Ele passou a ver as pessoas como Jesus as via. Marcos 8:25, The Companion Bible

Se você tivesse que escolher um grupo de alunos com os quais realizar uma grande tarefa, e tivesse que ensinar-lhes desde o básico, escolheria alunos com as características dos discípulos? Eles tinham sua própria lista de bem-aventuranças, e ela não incluía as bem-aventuranças de Jesus.

O Mestre olhou para as futuras possibilidades de João, Pedro, Tomé, entre outros, e não para as qualificações presentes daqueles homens simples. Como professor por excelência, Ele podia amar as pessoas não meramente pelo que eram, mas por aquilo que podiam se tornar.

Um professor experiente deu uma tarefa para um grupo de jovens estudantes: sair e encontrar ao lado do caminho, ou de alguma estrada solitária, uma flor desconhecida. Pediu-lhes que a estudassem demoradamente. “Peguem uma lupa e estudem as delicadas veias nas folhas. Observem as tonalidades. Olhem de outro ângulo, observem a simetria. E, lembrem-se, essa flor poderia continuar sem ter sido notada se você não a tivesse encontrado.”

Quando a classe voltou, depois da tarefa, o professor comentou: “As pessoas são assim. Cada uma delas é diferente e tem seu jeito peculiar. Mas você tem que lhes dedicar algum tempo, para que cheguem a saber disso. Muitas pessoas continuam sem ser notadas e apreciadas porque ninguém gasta tempo com elas, nem admira suas particularidades.”

Os pais podem despertar qualidades nos filhos. Os professores podem abrir janelas para os alunos. Um chefe de seção pode descortinar aos empregados um mundo de conquistas. Alunos veteranos podem dar apoio aos calouros para que se ambientem rapidamente.

Tanto na escola como no trabalho, há pessoas que chegam como se fossem botões fechados, com medo de se abrir e se expor. O calor humano e a simpatia farão com que se abram e mostrem sua beleza interior.

De Jesus é dito: “Em cada ser humano, Ele divisava infinitas possibilidades. Via os homens como poderiam ser, transfigurados pela Sua graça. [...] Olhando para eles com esperança, inspirava-lhes esperança. Encontrando-os com confiança, inspirava-lhes confiança” (Ellen G. White, Educação, p. 80).


Encarando o Juízo com Confiança

Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança [...] No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo. 1 João 4:17, 18

Quantas vezes durante a realização de um exame ou prova, um concurso público, apresentação de trabalho de conclusão de curso, você demonstrou sua confiança, dizendo: “Passei, estou dentro”?

Sem dúvida, ainda é vívido em nossa memória o clima de medo e ansiedade que cercava algumas matérias da escola. Íamos para as provas e exames apreensivos e em silêncio. Nelas, somente bons alunos é que conseguiam boas notas. A maioria tinha que se contentar com uma nota “no limite” para não ser reprovada. Quando não era a matéria, era o medo do professor que tinha a fama de ser detalhista e exigente. Todos esses elementos, isoladamente ou em conjunto, criavam na classe um clima de “dia do juízo”.

É verdade que o juízo final também é um exame. Apesar de a Bíblia falar da solenidade e importância do juízo, o apóstolo João diz que não temos nada a temer. Vamos nos aproximar com plena confiança no dia do juízo (1Jo 4:17). “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle” (Jo 3:17).

Podemos lembrar o tom meticuloso de alguns pregadores que, na ânsia de demonstrar conhecimento detalhado sobre o processo do Juízo, diziam: “Cuidado! Confesse todos os seus pecados. Todos!” E aí eu ficava remexendo e abrindo lembranças que já havia enterrado, só para ver se as tinha confessado: “Ah! Esse aqui eu já confessei. Esse aqui também. Esse aqui... Puxa, até que era bom, mas eu também já confessei...”

“Porque se você se esquecer só de um, poderá ficar fora do Céu!”, ameaçava o pregador, como se Deus, no dia do juízo, de repente dissesse: “Um momentinho. Há uma pendência aqui que não foi resolvida. No dia 23 de março de 2010, às 14h41, você cometeu tal pecado e não o confessou. Lamento muito! Próximo!”

Nós amesquinhamos Deus e blasfemamos dEle quando O tratamos como um tirano detalhista, procurando descobrir um cochilo de nossa parte; o mínimo desvio para nos punir. O pecado é um assunto sério, mas o perdão está à disposição do arrependido. Por isso, não tenha medo; nada de insegurança, mas plena certeza e confiança no momento do Juízo.

“Maravilhosa graça! Maior que o meu pecar! / Como poder contá-la? Como hei de começar? / Trouxe-me alívio à alma. E vivo em toda a calma / Pela maravilhosa graça de Jesus!” (Hinário Adventista, nº 204)


Salvação Pela Graça

Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus. Não por obras para que ninguém se glorie. Efésios 2:8, 9

Essa é uma das passagens mais importantes da Bíblia, como João 3:16 e Gênesis 1:1. Podemos dizer que é o texto mais clássico e completo sobre a função da graça em nossa salvação. Nela está uma síntese de como a pessoa é salva. É como se contivesse a carga de um transatlântico numa casca de noz. Seria bom relembrar alguns conceitos inseridos no texto.

A graça de Deus é gratuita: não vem como resultado de nossas boas ações, isto é, qualquer coisa que façamos das quais possamos nos orgulhar. O texto contrasta claramente a confiança na graça de Deus e a confiança nas boas obras. Não há exigências. Ela não tem nada que ver com mérito e demérito. Não há provas, exames, nem prazos.

O resultado final não é determinado pelo sistema de triagem do Céu, no qual haveria dois pratos de balança cheios com tudo aquilo que fizemos – coisas boas e coisas más. Quando mentimos, roubamos ou xingamos, o prato com coisas ruins começa a ficar mais pesado. Pensamos que, quando vamos à igreja, lemos um bom livro e ajudamos os pobres, estamos fazendo o prato com coisas boas ficar cheio e mais pesado. E o prato da balança que estiver mais cheio determinará nosso destino. Como disse com muita propriedade um autor desconhecido: “Não há nada que possamos fazer para levar Deus a nos amar mais, e não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos.” Tudo o que tenho que fazer é aceitar a graça como presente de Deus.

A graça permite uma segunda oportunidade. Em concursos, em vestibulares ou no esporte, errar o gabarito, o saque, o pênalti, não possibilita segunda oportunidade. Mas, com a graça, você pode tentar de novo. Quando tropeçamos, Deus sempre está ali para nos ajudar a levantar e fica aguardando para nos dar as boas-vindas.

Trazendo a graça para o campo pessoal, quando as pessoas observam você, veem graça em suas atitudes e palavras, ou dizem: “Lá vem aquele exigente, que só pensa em nos censurar”? O que vamos fazer com tudo aquilo que entendemos sobre graça até aqui? Vamos dizer: “Senhor, eu quero receber Tua graça!”

Aqui está um bom começo. Se você ainda não tomou essa decisão, pode fazê-lo hoje. Se já tomou essa decisão antes, pode renová-la hoje.

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