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Depois de subir uma escadaria ou montanha, como é bom parar um pouco para respirar fundo e descansar! Essa pausa serve para ajudar a renovar as forças a fim de prosseguir na caminhada.

O objetivo é mostrar que Deus olha para Seus filhos com carinho e os ajuda a vencer as lutas do dia a dia. Assim, os momentos de graça aqui na Terra terão repercussão eterna, quando o amor será perfeito e a vida durará para sempre.

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Entrevista com Nicodemos

Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo. João 3:3

Nicodemos era influente, rico, educado e membro da corte suprema. Como bom fariseu, era também de moral elevada e estava afeito às proibições rabínicas. Cumpria todas as normas e regulamentos sabáticos inventados pelos homens, inclusive o de que ele só poderia comer um ovo posto no sábado, se a galinha fosse morta depois (por ter transgredido o sábado!) – mas ele não sabia como chegar ao Céu.

Com a reputação teológica que tinha, decidiu conversar com Jesus à noite, para evitar ser visto. Afinal, poderiam pensar: “Como é que ele, com tantos títulos, doutorados e pós-doutorados iria conversar com alguém que não tinha nem graduação?” O outro motivo para o encontro noturno é que o assunto seria demorado e, durante o dia, cercado de pessoas, Jesus não lhe daria o tempo que precisava para dialogar.

O livro O Desejado de Todas as Nações (p. 168) menciona que Nicodemos foi testemunha ocular da expulsão dos vendedores e compradores no templo. Tinha observado como Jesus recebia os pobres e curava os enfermos, e não pôde duvidar de que Jesus de Nazaré era o Enviado de Deus.

Com tudo o que tinha à sua disposição, sendo líder devoto, diligente mestre da Lei, ainda assim sentia um vazio dentro de si.

Ao se encontrar com Jesus, não fez pergunta nenhuma, apenas elogiou. Mas o Mestre sabia o que tinha levado Nicodemos até ali. Ele percebeu o vazio dentro do coração de Nicodemos. Mesmo sem que o judeu Lhe fizesse pergunta, Jesus foi direto: “Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo.”

Assim, o assunto em questão com Nicodemos não era o conhecimento de uma vida correta. Ele tinha todas essas coisas, mas lhe faltava nascer de novo.

Como é que aquelas palavras ditas em uma noite há dois mil anos podem nos afetar hoje?

Mesmo que você tenha nascido em um lar cristão e sido educado na melhor das culturas, isso não será suficiente para torná-lo uma nova pessoa. Essas coisas podem ajudá-lo a ser uma pessoa de bem, mas somente Jesus vai fazer você nascer de novo. Não procure entender como, apenas aceite o fato de que Ele pode realizar esse milagre em você.

“A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Ocorre a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova tem início. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 172).



Confissão

Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. Tiago 5:16

Aqui está um dos exercícios mais difíceis e constrangedores da vida cristã: confessar seu erro a quem você ofendeu ou prejudicou. Requer boa dose de humildade, expor-se, confessar seu erro abertamente diante de outra pessoa, seja ela seu chefe, colega de trabalho, seu amigo ou sua mãe.

Uma das coisas mais difíceis para o ser humano é reconhecer que errou. Palavras ferinas e ofensivas ditas no calor da discussão; mentiras intencionais; a ultrapassagem que resultou num pequeno e incômodo acidente; o passe errado que terminou em gol para o adversário; e poderíamos multiplicar exemplos.

Então, tentamos escapar dizendo: “Ela também tem culpa.” “Eu quis fazer o melhor.” “Eu tentei, mas já era tarde.” “Não era essa minha intenção.” Procuramos minimizar, encolher nossa falha. Não estrague sua confissão dizendo: “Senhor, se pequei... Mas foi ela que me provocou...” Falando assim, a confissão perde o valor e a esperança de restauração praticamente desaparece. A confissão esmaga nosso ego. É o reconhecimento de nossa pequenez, da nossa fragilidade, de que somos realmente humanos. Diga: “Olha só, Senhor, estraguei tudo! A culpa foi minha. Quero começar de novo.”

Para ilustrar, imagine o seguinte: suponha que seu pai um dia o tenha flagrado fazendo algo errado, como jogar uma pedra no carro. Dizer: “Sinto muito, papai”, na verdade não é confissão. Se você disser: “Por favor, papai, me perdoe”, também não há confissão. Você só terá confessado de fato quando disser: “Eu joguei a pedra no carro. Eu errei.”

Pedir perdão é uma coisa, confessar é outra. Para as duas coisas precisamos de humildade, mas para confessar precisamos subjugar nosso eu, nosso orgulho, nossa autossuficiência, nossa imagem de super-homem ou supermulher. A confissão tem que ser específica.

Se você, no fim do dia, perceber que mentiu, não diga: “Senhor, perdoa meus pecados.” Seja específico: “Senhor, não falei a verdade sobre o professor Fernando.” “Deixei de ajudar o Paulo.” O pródigo tomou a atitude correta: “Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi...” (Lc 15:18).

Experimentemos hoje esse processo purificador da graça de Deus por meio da confissão.


Mapa ou Companhia?

Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: “Este é o caminho; siga-o.” Isaías 30:21

O verso acima parece estar falando de pessoas com grande sentido de intuição, e você deve conhecer algumas delas. Parece que são dotadas de uma bússola interior. Diante de alternativas, caminhos, tendências, não precisam de radar nem GPS e podem perceber qual é o melhor caminho a tomar.

Há circunstâncias na vida em que nos sentimos pressionados a tomar uma decisão. Medimos os prós e contras, aconselhamo-nos com nossos amigos, pedimos que orem para que Deus nos oriente, mas a dica que nós queremos não aparece.

Não seria realmente fantástico se, diante de uma decisão, na encruzilhada, na dúvida, pressionados para escolher o melhor caminho, escutássemos uma voz indicando o rumo certo?

Era mais ou menos isso que Paulo tinha em mente quando, em Romanos 8:14, disse: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” Não é empurrar, levar, mas mostrar, “guiar gentilmente”, como a mãe faz com os filhos e os professores com os alunos. Ou como um guia turístico que conhece a região e sabe o que vai ser mais interessante e enriquecedor para os turistas, levando-os aonde tem certeza de que ficarão satisfeitos.

Quando quero tomar tudo em minhas mãos, pretendendo saber o caminho, recusando dicas, alegando experiência e dispensando a companhia de alguém, é então que preciso escutar esta voz: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará” (Jo 16:13, ARA). Outra versão diz: “Ele vos tomará pela mão e vos guiará” (The Message). Que bonita promessa!

Seria mais ou menos assim: você vai viajar de São Paulo para o Centro Universitário Adventista (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Posso traçar um mapa mencionando as diversas saídas, onde pegar a Rodovia dos Bandeirantes ou a Anhanguera, desenhando detalhadamente onde você deve entrar, etc. A chegada dependerá inteiramente de você, de seu modo de interpretar e seguir o mapa. A outra opção seria dizer: “Eu vou com você. Você pode não saber como chegar, mas minha presença vai lhe dar mais segurança e confiança.”

Ele está à nossa disposição hoje. Não viajamos sozinhos. Jesus prometeu: “Ele [o Espírito Santo] vos guiará.” É preciso apenas nos entregar em Suas mãos para que tomemos o melhor caminho.


O Homem da Segunda Chance

Barnabé queria levar João, também chamado Marcos. Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles no trabalho. Atos 15:37, 38

O episódio começa com uma resolução na mente de Paulo: “Vamos voltar e visitar as igrejas onde pregamos, para ver como estão.” Teve início uma discussão que não se tratava de um estudo de doutrinas, nem de um debate de opiniões. O motivo da contenda era Marcos, sobrinho de Barnabé, que numa viagem anterior abandonara Paulo no meio do itinerário.

Paulo argumentou: “Nossa missão é muito importante. Há questões vitais em jogo.” Como aparecem palavras bonitas para justificar o que se quer fazer. “Não há lugar para jovens que só querem turismo. Marcos é um desertor. Está desqualificado.” As palavras foram se tornando mais cortantes e ferinas, e Paulo concluiu: “Marcos não irá comigo!”

Ambos estavam convictos de que estavam discutindo pelo que era certo. O conflito foi inevitável.

Quem era Barnabé? Seu nome significa “encorajador” (At 4:36). Era um homem voltado para as pessoas, interessava-se por elas. Confiava nelas e percebia seu potencial. Tinha uma habilidade incomum de incentivar, de fazer os outros crescerem. Sabia dizer-lhes quando estavam indo bem e quando precisavam de um esforço maior. Não apenas era um bom líder, com nível elevado de inteligência emocional, mas um bom amigo. Era do time daqueles que creem ser sábio dar uma segunda chance a todos. Foi ele quem promoveu a aceitação de Saulo de Tarso na comunidade cristã.

Paulo, por sua vez, era pragmático, orientado ao trabalho. Era aquele que queria ver a tarefa cumprida. Estabelecia metas, lutava pela eficiência; não se preocupava com aquilo que fosse arriscado. Para ele, o fator humano vinha em segundo lugar e as pessoas gostarem ou não, era secundário. “Se é para atrapalhar, não joga no meu time. Quero resultados, não intenções.”

As pessoas devem estar no topo de nossas prioridades. Devemos servir-lhes de trampolim.

Quantos Marcos teremos em nossas mãos. Pessoas instáveis, imaturas, a quem lhes falta um empurrão para entrar no ritmo de uma vida útil.

Dizer “sim” para a graça de Deus significa conceder a outros uma segunda oportunidade. Deus mesmo é o campeão da segunda, terceira e da décima chance. Ele deu nova oportunidade para Davi, Pedro, Maria Madalena, e até para Paulo.


José Maria Barbosa Silva thumb|300px|right

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