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O Poder do Espírito SantoEditar

Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês. Atos 1:8

Imagine o seguinte: que o gerente do seu banco lhe telefona e diz que alguém depositou um milhão de reais na sua conta. Eles já checaram quem depositou e não é engano. São seus. Depois de quanto tempo você começaria a usar esse dinheiro? Alguns minutos depois do telefonema e o quanto antes possível? Pagaria todas as suas contas, faria investimentos, transferências, doações e assim por diante?

A ideia de estar cheio do poder do Espírito Santo não é nova. Falamos nEle como se fosse a solução para a vida espiritual. De fato, há uma fonte de poder pronta para nos assistir em toda emergência e nos ajudar em nosso crescimento cristão. Deus colocou um “depósito” em nossa “conta espiritual”. Nessa “conta” estão os frutos e também os dons do Espírito Santo. Ele colocou em nossa
“conta” alegria, paz, gentileza, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Você pode fazer quantos saques quiser dessa “conta”. Pode pedir paciência, quando as coisas não são feitas no tempo em que você esperava. Pode “sacar” mansidão e domínio próprio, quando precisar perdoar alguém.

O que os cristãos do primeiro século tinham e que nós também podemos ter? O que os mantinha avançando, apesar de todas as dificuldades? O que está faltando na vida de muitos cristãos hoje? Muitos se sentem decepcionados com sua experiência religiosa. Oram e nada acontece. A leitura da Bíblia se tornou uma obrigação religiosa árida e sem sabor. Sentem que lhes falta fervor e alegria; e a vida cristã se tornou tediosa e estéril. Somente quando Cristo habita no coração, o poder do Espírito Santo pode nos ajudar.

Foi esse o poder que fez com que os primeiros cristãos aceitassem enormes desafios, fizessem as mudanças necessárias e aproveitassem as oportunidades que surgiram.

O tesouro dos Estados Unidos tem em depósito 36 bilhões de dólares não reclamados. Pessoas que morreram ou desapareceram, dinheiro que ninguém reclamou ou do qual se esqueceram. O céu também tem um “depósito”, uma soma incalculável de poder que está à nossa disposição, pronto para ser utilizado.

O tesouro do Céu espera apenas nosso pedido.

“O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 50).


Sintonizar com o Tempo de DeusEditar

Para tudo há uma ocasião certa. Eclesiastes 3:1

No tecido do nosso relacionamento uns com os outros e na conversa do dia a dia é que deixamos ver a importância que damos ao tempo. Aqueles que são orientados à tarefa ou inquietos perguntam: “A que horas a reunião vai começar?” “A que horas vai terminar?” “Quanto tempo vai levar?” “Tempo encerrado! Vamos pessoal!”

Essas são expressões de pessoas com tempo limitado para fazer mais do que se propuseram e, por isso, quaisquer momentos vagos entre um compromisso e outro as deixam inquietas.

Certa vez, vi uma charge na qual aparecem três discípulos interrompendo Jesus enquanto Ele está orando. Um deles, com a agenda na mão, diz: “Senhor, desculpe interromper Sua ‘hora tranquila’, mas temos um compromisso no poço às 8h30, e no templo, às 9h15, antes do rali para Cafarnaum. Marcamos também uma entrevista com um cego, dez leprosos e um endemoninhado. Depois almoçaremos com Mateus.” Um outro interrompe dizendo: “Vamos chegar na hora se não houver muitos paralíticos no caminho ou cobradores de impostos em cima das árvores.”

Jesus esperava pelo tempo certo para cada fase de Seu ministério. Não corria para atender cada necessidade que via. Quando Seus irmãos O chamaram para uma festa, Ele disse: “Parem, ainda não chegou o tempo certo.”

Começamos cada dia com uma oração entregando a Deus nossa agenda e planos. Alguns se sentem frustrados pela limitação de tempo, porque já preveem que não vão fazer tudo que gostariam de fazer.

Mas não temos que fazer tudo hoje. Há ocasião para tudo: estudar, aprender, ensinar, trabalhar, tempo para os outros e tempo para nós mesmos. Henri Nouwen, professor e sacerdote holandês, disse certa vez: “Tenho me queixado a vida inteira de que meu trabalho era constantemente interrompido, até que eu descobri que a interrupção era o meu trabalho.”

Não precisamos nos sentir pressionados e desorientados. Diante de tantos assuntos que disputam nossas prioridades, temos que parar e pedir calma a Deus. Se há muitos itens, devo perguntar em oração: “Senhor, qual é o melhor tempo para isso? O que é que precisa ser feito hoje? Agora de manhã? Senhor, não estou bem certo do que devo fazer.”

Se sintonizarmos nosso tempo com o tempo de Deus, no fim do dia poderemos ver como “Ele fez tudo apropriado ao seu tempo” (Ec 3:11).



Compromisso com a ExcelênciaEditar

Então, o mesmo Daniel se distinguiu [...], porque nele havia um espírito excelente. Daniel 6:3, ARA

Há pelo menos dois personagens da Bíblia nos quais não descobriremos nenhum traço de debilidade no caráter: Josué e Daniel. Se a exigência para ocupar um cargo político fosse a “ficha limpa”, poderíamos colocar atrás deles qualquer sistema de rastreamento ou agência de inteligência, e não iríamos encontrar nada que os desabonasse. Bem diferente de alguns políticos que têm uma série de pendências judiciais e, assim mesmo, insistem em se eleger ou reeleger.

Outros bons nomes que respeitamos no ranking bíblico cometeram seus deslizes: João era impetuoso; Moisés matou um egípcio; Salomão enriqueceu e se esqueceu de Deus; e Davi se deixou vencer pelos sentidos.

Daniel se mostrou fiel a Deus desde que foi levado como cativo para a Babilônia. Sobreviveu a vários monarcas, e se sobressaiu, “porque nele havia um espírito excelente”.

O oposto de “excelente” não é ruim, nem péssimo. É medíocre. A palavra medíocre significa, em seu sentido original, “na metade da montanha”. É a imagem daquele que está escalando e, na metade do percurso para chegar ao topo, desiste. É o que se acomoda com menos do que o ponto mais alto.

Daniel se destacou por suas grandes qualidades e como exemplo de fidelidade e resistência. Até a rainha-mãe no tempo de Belsazar deu seu testemunho a respeito dele dizendo: “Existe um homem em teu reino [...], iluminado e [tem] inteligência e sabedoria como a dos deuses” (Dn 5: 11).

Como primeiro-ministro, Daniel começava cada dia suas atividades procurando a sabedoria e a orientação de Deus. Tinha local e horários habituais de oração. Orar não era algo acidental na vida dele. A vida espiritual não deve ser impedimento para que você alcance a excelência na função que ocupa. Ao contrário, deve ser a força propulsora para se manter fiel a Deus.

Atualmente, há uma imensidão de livros sobre “excelência no serviço”, salientando a importância disso na liderança. Conforme muitos deles deixam claro, excelência não quer dizer que você tenha que ser melhor do que todo mundo, mas significa que você deve estar fazendo o seu melhor.

Servimos a um Deus comprometido com a excelência. Independentemente do lugar em que trabalhemos e da função que exerçamos, Ele pede de nós o melhor. E a recompensa maior será ouvir isto: “Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.”



Sua Verdadeira Identidade

Alguns creram nEle e O receberam, e a estes Ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. João 1:12, NTLH

Quando alguém pergunta “Quem é você?”, provavelmente sua primeira resposta será “Meu nome é...”. Se você der também o sobrenome, posso chegar mais perto ainda de sua identidade. Se eu for visitar uma universidade e fizer a mesma pergunta, ouvirei muitas respostas: “Sou novato”, “faço Administração”, “toco na banda”, “canto no coral”, etc.

Há outro grupo que encontra sua identidade no trabalho e vai responder: sou médico, advogado, professor, empresário, tenho meu próprio negócio, etc. Outros, ainda, encontram sua identidade se referindo ao lugar de nascimento: sou nordestino, paulista, gaúcho, etc. Para alguns, você nem precisa perguntar “Quem é você?”, porque, quando vêm falar com você, têm um crachá com o nome e a função que exercem. Sua identidade fica resumida à identificação que têm naquele pedaço de plástico.

Depois de tudo isso que você leu, pergunto: O que torna você mais você? Você está contente com a pessoa que é? Que outras características pessoais você quer ter? Há alguma coisa sobre você que o faz diferente de todos os demais e o torna especial? Você está contente com a pessoa em que se tornou?

Hoje o mundo utiliza diferentes padrões para avaliar nossa identidade. Um deles está relacionado com posses. Você se sentiria uma pessoa mais importante se tivesse uma BMW ou um Uno Mille? Se em lugar de um Casio tivesse um Rolex? Depois de se preocupar com o que tem, sua reação pode ser igual à declaração de alguém que disse: “Levo minha vida comprando coisas que eu não preciso, com dinheiro que eu não tenho, para impressionar pessoas de quem eu não gosto.”

Quando nossa identidade está em Cristo, já não vamos nos preocupar pelo fato de sermos medidos de acordo com os padrões do mundo. Quanto mais eu ensaiar quem sou em Cristo, mais perto vou chegar da identidade que Deus deseja que eu tenha.

Quem somos nós? Sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13, 14), e amigos de Cristo (Jo 15:15). Fomos redimidos e perdoados de todos os nossos pecados (Cl 1:14). Nada pode nos separar do amor de Deus (Rm 8:39). Podemos todas as coisas em Cristo, que nos fortalece (Fp 4:13).

O melhor que Jesus pode dizer sobre a nova identidade é que somos uma nova criação: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5:17).



Aprendendo de Jesus – 1Editar

O Meu fardo é leve. Mateus 11:30

“Fardo leve” é uma entre outras expressões contrastantes que Jesus usou, como temos hoje “minoria esmagadora”, “sorvete diet”, etc. Nós mesmos nos autoimpusemos um ritmo de trabalho que é um fardo, não é leve e que estica a corda da vida à sua resistência máxima. São responsáveis por isso reuniões, viagens, cursos, congressos, mais plantões, mais consultas. Deixamos pouco espaço entre um e outro compromisso e saímos de um local para outro fazendo inveja a Schumacher no trânsito. Glorificamos a agenda cheia, o itinerário apertado no qual sempre procuramos encaixar mais algum compromisso. Mais do que para qualquer outra geração, podemos dizer que o fardo de responsabilidades está muito pesado, especialmente para pessoas orientadas à tarefa.

Susan Maycinik, especialista em recursos humanos, sugeriu para pessoas com essa tendência algumas perguntas para avaliação pessoal. Responda com “algumas vezes” ou “raramente” para cada item que segue:

1. Procuro corrigir a mim mesmo ou às outras pessoas em pequenos detalhes?
2. Sinto-me culpado se me ausento de uma reunião ou atividade apenas pelo fato de estar cansado?
3. Quando meu trabalho é julgado dentro da média geral, sinto como se tivesse fracassado?
4. Fico irritado quando uma pessoa recebe o reconhecimento que eu acho que deveria ter recebido?
5. Focalizo mais meus erros do que meus acertos?
6. Sinto dificuldade em dizer “não” para uma pessoa que me pede que eu faça alguma coisa?
7. Sinto-me culpado quando, na lista de coisas a fazer, deixo algumas sem ser feitas?
8. Se alguma parte da minha vida não está indo bem, tento descobrir o que estou fazendo de errado?

Se você respondeu com mais frequência “algumas vezes”, desenvolveu a ideia de que, para ser aceito e amado, tem que fazer mais e melhor.

Um dos primeiros passos para viver sob o “ritmo não forçado da graça” é perceber nossa tendência de ser orientados à tarefa, a fazer coisas. A lista dos itens acima contém apenas sintomas de que você ainda não abraçou totalmente a graça de Deus em sua vida.

Jesus nos convida a lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade. Aceite o oferecimento dEle!

Aprendendo de Jesus – 2Editar

Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Mateus 11:28

Essa é uma passagem familiar da Bíblia e um dos mais belos convites que Jesus faz a todo ser humano. Na verdade, é um convite e uma promessa.

O texto menciona duas características que as pessoas que Ele convida devem ter: estão cansadas e sobrecarregadas. Jesus não diz que precisamos de mais tempo livre, travesseiro especial, equipamento de massagem, um cruzeiro pelo Caribe, férias em Angra dos Reis, sonoterapia, nem que precisamos ir mais à igreja. Estamos cansados, desesperados e frustrados por causa das tentativas de acertar. Procuramos esse descanso em gurus, líderes espiritualistas, jejuns, retiros, penitências, nas demandas “leia mais”, “ore mais”, “faça mais”.
Essas coisas não darão o descanso de que necessitamos. Esse descanso vem quando aceitamos a nós mesmos como Jesus nos aceita e admitimos, com sinceridade, que precisamos dEle.

Temos que calar as vozes que dizem que não estamos fazendo o suficiente; libertar-nos do pensamento de que devemos alcançar determinada medida espiritual no menor tempo possível.

Que temos que fazer? Simplesmente ir a Ele. Aproximarmo-nos como pecadores, desamparados, sem justiça, sem esperança; lançar aos pés dEle nossa culpa, nossa vergonha, problemas, medo, dúvidas, sonhos, ansiedades, sentimento de solidão. Tudo.

O descanso vem quando aprendemos, em companheirismo com Ele, a criar momentos de reflexão; a colocar nossa agenda de lado; desligar o celular; tirar o telefone do gancho; trancar a porta da sala – nem que seja por alguns minutos – e então orar. Sentirmo-nos seguros nEle. Pedir paz e restauração para o coração cansado.

Que peso ou pesos estamos carregando, que gostaríamos de depositar aos pés de Jesus para receber o descanso que Ele oferece?
Como seria bom ter em mente que o cristianismo não é uma religião de peso para se carregar, mas de uma amizade, um relacionamento a desenvolver.

“Encontra-se o descanso quando se abandona toda a justificação própria, todo raciocínio partido de um fundo egoísta. Inteira entrega, aceitação de Sua vontade, eis o segredo do perfeito descanso em Seu amor” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 803). É nosso privilégio aceitar o convite de Jesus, experimentar Sua graça, tomar Seu jugo e encontrar descanso.


José Maria Barbosa Silva

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