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thumb|300px|rightCuidado Divino

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Salmo 46:1


Em 1974, eu trabalhava num consórcio de mineração em Nova Lisboa, Angola, África; era responsável pelo laboratório de pesquisa. Numa tarde, minha amiga, diretora da escola primária localizada perto do palácio do governador, telefonou para me dizer que houvera um tiroteio perto da área da escola e que devíamos, sem pânico, ir buscar nossos filhos. Eu também precisava avisar algumas das minhas colegas que tinham filhos no jardim da infância, acerca do que estava ocorrendo. Tão calmamente quanto me foi possível, expliquei a situação a elas e lhes disse que fossem, uma de cada vez, com um intervalo entre uma e outra. Aguardei até ser a última.

Perto do palácio do governador, havia soldados atrás das colunas dos prédios que rodeavam a praça central. Notando que o estacionamento da escola estava lotado, estacionei fora da área da escola, perto da casa do presidente. Ao caminhar na direção da escola, passei junto ao carro do presidente e ouvi um zumbido estranho ao meu lado. Entrei num jardim próximo, no momento em que alguém gritava: “Maria, jogue-se no chão!”

Obedeci imediatamente. Deitada na grama, entre arbustos e flores, pude ver um grupo de jovens que também se protegiam. Por trás do portão da casa do presidente, vi alguns soldados com armas na mão. Então, soube que o zumbido que eu tinha ouvido viera das balas que voavam acima de nossa cabeça. Não sei por quanto tempo permaneci ali, antes de ouvir movimento e passos em minha direção. Eram os alunos do ensino médio e um dos seus professores, aproveitando a calma e voltando para casa.

Levantei-me, corri até o meu carro, fui ao estacionamento e peguei meus filhos. Pedi-lhes que se deitassem entre os bancos para que ninguém os visse, e voltei para casa, indo por um caminho mais longo e menos conhecido.

Embora a escola se localizasse entre as sedes dos dois grupos em conflito, Deus nos protegeu, bem como a cada criança, jovem, professor e funcionário que trabalhava na escola. Jamais me esquecerei de quão misericordioso foi o Senhor e como cuidou de nós naquela ocasião. Ele é fiel.

Escrito por Maria Sales

À sombra do Onipotente

O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio. Salmo 91:1, 2

Durante os 40 anos em que esteve em Midiã, no norte da Arábia, apascentando os rebanhos de seu sogro Jetro, e também durante os 40 anos em que conduziu o povo de Israel, do Egito até perto da terra de Canaã, Moisés aprendeu a importância de descansar à sombra protetora de Deus.

Após tantos anos de experiência no deserto, não é de admirar que Moisés, seu provável autor, comece este salmo falando em sombra. E o que um homem do deserto mais deseja, depois de suportar, por horas a fio, o sol escaldante do deserto? Sombra e água fresca!

E assim, Moisés começa esse salmo com a imagem da sombra protetora. Um oásis no deserto pode oferecer sombra e refrigério. Mas a melhor sombra protetora a que um viajor exausto pode aspirar é a sombra do Onipotente.

Na Arábia, Moisés havia visto, repetidas vezes, os perigos aos quais as ovelhas se achavam constantemente expostas: animais predadores, bandos de ladrões, calor abrasador do deserto, tempestades de areia, vento cortante no inverno, perigo de caírem de um barranco, de ficarem presas entre espinheiros, de machucar-se em rochas nos caminhos pedregosos. Tudo isso exigia que o pastor estivesse sempre alerta.

Por causa desses e de outros perigos, Moisés logo aprendeu a localizar esconderijos naquela vasta região. Sabia a localização das rochas, de moitas e matagais que pudessem oferecer sombra, proteção e esconderijo às ovelhas. Sabia também que a ovelha que se afastasse do pastor e do rebanho tinha mais possibilidade de se perder, ser arrebatada por ladrões ou devorada por animais ferozes.

Após pastorear durante 40 anos as ovelhas de seu sogro, Moisés pastoreou durante outros 40 anos o povo de Israel. E durante esse segundo período pastoral – muito mais difícil do que o anterior, pois pastorear pessoas é mais difícil do que pastorear ovelhas – ele sentiu, muitas vezes, como é bom habitar no esconderijo do Altíssimo e descansar à sombra do Onipotente. Em outras palavras: confiar em Deus.

E esta é a verdade central do Salmo 91: Deus é digno de confiança, mesmo quando o perigo ameaça. Quem vive à sombra do Todo poderoso está inteiramente seguro. MM.CPB.2010

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