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Foram cenas que nenhum de nós jamais esquecerá. Imagens indeléveis passadas das telas aos nossos olhos atônitos. Uma avião comercial, cheio de passageiros, choca-se com a torre do World Trade Center. Enquanto o fogo e a fumaça subiam, outro avião atinge diretamente a segunda torre, e enquanto tentamos nos recuperar do choque, ainda outro avião mergulha direto no Pentágono seguido por um quarto avião comercial que cai na Pensilvânia. De repente, o terror chega nàs casas de forma inacreditável. De repente o distrito comercial da cidade de Nova Iorque está se despedaçando. Um prédio após o outro. E de repente, milhares de pessoas, milhares de vidas humanas inocentes foram extinguidas na tragédia. O que fazer com esta tragédia? O que fazer com o ódio que motivou tais atos de destruição? E como podemos nos erguer de novo? Quase duzentas pessoas morreram no Pentágono em seus escritórios na manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001. Mais de cinco mil foram dadas como mortas na área do World Trade Center que foi chamado pela mídia de "terreno morto". Aquela terça-feira cinzenta foi um dia do qual nos lembraremos para sempre. Estamos ainda imaginando seu impacto na história da América, seu impacto na forma do mundo lidar com o terrorismo. Mas uma coisa nós sabemos agora, é quão chocante e perturbador este fato foi para a nossa vida pessoal. Quantas perdas. Quantas mortes. Pessoas que tinham acabado de chegar ao trabalho no World Trade Center, por exemplo, secretárias, gerentes, porteiros e seguranças. Pessoas que não tinham absolutamente nada a ver com a política externa americana. Eles apenas foram vítimas do ódio. Tornaram-se objetos de uma filosofia política terrível que requer o sacrifício de milhares de vidas inocentes. É algo difícil de entender. Não faz sentido. Como vamos viver em dias onde o terror cai do céu? Como responder à uma tragédia que é grande demais para esquecer? Como disse o Prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani: "o número de vítimas é grande demais para suportarmos". Sabe, o que estamos sentindo agora parece com algo que encontramos no Velho Testamento, algo que o profeta Jeremias escreveu. Ele viveu numa época onde a nação de Israel estava sendo atacada por um inimigo forte e poderoso. O Império da Babilônia. Seus compatriotas estavam sofrendo. Veja o que ele disse em Jeremias 8:21 ao capítulo 9:1: "Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; Estou de luto; O espanto se apoderou de mim. Acaso, não há bálsamo em Gileade, ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo? Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas e os meus olhos em fonte de lágrimas! Então, eu choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo". Como os Estados Unidos agora, Jeremias está chorando em angústia. E ele não encontra consolo fácil. Ele escreveu um livro inteiro, Lamentações, sobre a devastação de sua querida cidade - Jerusalém. Jeremias, o profeta, estava atormentado por perguntas sem respostas. Ele estava tentando segurar-se em sua fé. Mas era difícil. Aqui está Jeremias no capítulo 12 do livro de Jeremias e verso 01 "Justo és, ó Senhor, quando entro Contigo num pleito. Contudo, falarei Contigo dos Teus juízos. Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?" Jeremias estava olhando o que o rei a Babilônia, Nabucodonozor, tinha feito à terra de Israel, e ele perguntava: "Onde estás Senhor? Por que o ímpio prevalece?" Isso é o que muitas pessoas, olhando a tragédia em Washington e Nova Iorque, estão perguntando. Esta é a pergunta que não quer se calar. Onde está Deus no meio de tal calamidade? Onde podemos vê-Lo? Há um lugar onde podemos vê-Lo. Na colina, em frente ao Pentágono destruído, nós O vemos nos gestos de amor dos incansáveis voluntários. Nós O vemos nas mensagens estampadas nas camisetas. Por exemplo, na camiseta de um marinheiro americano, estava escrito para seu amigo: "Para meu amigo, Capitão Bob Dolan da marinha: Nós cuidaremos de Liz e das crianças." Aqui está o amor que nos leva ao real sentido da vida. Permita-me parar um instante para lhe dizer onde NÃO vemos Deus. Deus NÃO é visto nas ações terroristas. Deus não tem nada a ver com tais atos, mesmo que pessoas em Seu nome, joguem um avião contra um prédio, mesmo que pessoas achem que vão para um paraíso logo após seus ataques suicidas. Eis o motivo de sabermos: Por favor, leia em I João 2: 9 e 10: "Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas. Aquele que ama seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço." Um pouco depois João escreve em I João 4:7 e 8: "... todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." Esta é a questão, queridos. Se você não ama, você não conhece a Deus. Deus não estará trabalhando em você. Fanáticos que planejam ataques terroristas centram suas vidas no ódio e em um inimigo. Eles costumam culpar algum grupo político ou religioso por todos os problemas do mundo. Não importa o que eles dizem, você nunca verá Deus em meio ao ódio. Ele não estará lá. Onde você vê Deus em tal tragédia? Vou dizer onde. Você vê Deus nas pessoas que pacientemente ajudaram os colegas machucados a descerem 80 andares, mesmo quando as torres do World Trade Center estavam em chamas e balançando. Você vê Deus no grupo de bombeiros e policias que correram em direção ao perigo para salvar vidas e então morreram soterrados quando os prédios caíram. Você vê Deus no capelão dos bombeiros que ficou ao lado de uma pessoa morrendo, orando, quando entulhos caíram matando os dois. Você vê Deus nos grupos de resgate que trabalharam noite e dia em terrível perigo, correndo contra o tempo esperando salvar alguém enterrado vivo. Você vê Deus em todos que correram para doar seu sangue ou fazer doações, ou ainda dispondo-se a ajudar. Você vê Deus em invisíveis e inumeráveis atos de bondade e solidariedade que se espalhou por toda a América após aquela terrível terça-feira. Aí vemos Deus. Porque Deus é amor. Nisto podemos crer no final de tal tragédia. E sabe o que mais? Foi para o amor que as pessoas correram, naqueles momentos de crise. Passageiros que sabiam que seu avião tinha sido seqüestrado e conseguiram enviar alguma mensagem pelos celulares ligando para o marido ou esposa para dizer: "Eu te amo". Isto é o que conta. Quem pode esquecer a mensagem que aquela jovem esposa na torre do World Trade Center deixou para o seu marido na secretária eletrônica? Sua voz tremia de medo. Ela sabia que algo terrível tinha acontecido. A fumaça tomava conta do escritório. O fogo tapou todo o caminho. Mas ela queria que seu marido soubesse de uma coisa: "Te amo pra sempre," foram suas últimas palavras. A vida pode ser terrivelmente frágil, não é? Aquelas pessoas que se dirigiram ao Pentágono, para trabalhar naquela manhã, não tinham idéia do que as estavam esperando. As pessoas que subiram o elevador das torres do World Trade Center não podiam imaginar o que viria. A maioria dos nosso dias passam sem novidades; nos acostumamos com a rotina. Mas após tragédias terríveis como estas, nós somos lembrados que nada nesse mundo é garantido. Nem mesmo o amanhã. Somos lembrados de que qualquer momento pode se tornar a linha divisória entre o tempo e a eternidade. O profeta Isaias capta esse senso de mortalidade naquelas famosas palavras do capítulo 40:6 e 7: "... toda a carne é erva, e toda a sua glória é como a flor da erva; Seca-se a erva e caem as flores..." A morte está bem ali na esquina, num piscar de olhos. É trágico quando soldados morrem em batalhas, mas o choque é maior quando a morte chega sem avisar, bem em nosso lar. Milhares de vidas preciosas perdidas em uma manhã. Eram flores desabrochando. Eram pessoas com trabalhos e famílias, esperanças e memórias. Elas representavam todas as diferentes cores e nuances de personalidades. De repente todas as cores se vão. Seus queridos são deixados com braços dolorosos e vazios. Toda a carne é como e grama e as flores do campo. Somos mortais. Somos fracos. Somos vulneráveis. Mas há uma coisa na qual podemos nos firmar que é eterna. Mesmo em meio ao fogo, à fumaça e ao entulho, podemos saber que ela dura para sempre. Veja a maravilhosa afirmação de fé do apóstolo Paulo em Romanos 8: 38 e 39: "Porque eu estou bem certo que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separarnos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Nada nos pode separar do amor de Deus em Cristo Jesus. É uma bendita segurança que nós temos. Coisas terríveis podem acontecer. Calamidades podem vir. Mas em meio a isso, o amor de Deus persiste. O amor de Deus persiste mesmo quando não podemos vê-Lo. O amor de Deus persiste mesmo quando estamos zangados e angustiados. Ele persiste mesmo se nos rebelamos contra Ele. O amor de Deus persiste mesmo quando a morte vem. É nisto que devemos nos firmar em momentos de intensa dor e tragédia. Podemos não ter todas as respostas. Podemos não ver além das presentes aflições e dores. Mas sabemos que nada pode mudar o amor de Deus por nós. Ele está sempre conosco. É para sempre. E ainda estará conosco quando o fogo chegar e a fumaça cegar. Sabe, quando olhamos para o amor de Deus, começamos a ver um outro lado. Com o tempo, as coisas começam a clarear. Com o tempo, ganhamos a habilidade de superar a tragédia e aprendemos até a crescer com ela. Devemos reconhecer que fazemos parte de uma grande batalha. Temos que conscientemente resistir ao inimigo da humanidade. O apóstolo Pedro admoesta em I Pedro 5: e 8: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar." Há um leão rugindo aí fora! Ele causa sofrimento. Ele causa devastação. Temos que cuidar para não sermos pegos por ele. Não sermos pegos por suas decepções. Precisamos nos agarrar ao nosso Deus, amigos. Ele é o nosso porto seguro. Devemos nos agarrar à palavra de Deus. Como disse o profeta Isaías apropriadamente, séculos atrás: "seca-se a erva e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente." (Isaías 40:8). Precisamos nos agarrar ao amor de Deus. Não podemos nos entregar ao ódio ou vingança. Precisamos nos apegar à justiça de Deus. Não podemos nos tornar como aqueles que destruíram milhares de vidas inocentes porque pensam estarem certos. Uma guerra foi declarada a nós. É uma guerra que começou no céu, uma guerra que desafia o governo de Deus baseado no amor. E precisamos nos levantar e sermos contados. Precisamos estar preparados para ir para batalha. Mas há uma boa notícia, e de fato, é a melhor notícia. Podemos saber como esta batalha irá terminar. Podemos saber o seu fim. Podemos saber quem ganhará esta guerra. É o próprio Senhor Jesus Cristo. Ele é que sempre nos mostra o amor de Deus em todas as horas, nas calamidades e nas alegrias. Nada neste mundo pode nos separar do Seu amor, e Ele está vindo para esta terra ganhar a batalha final. Não mais como Cordeiro de Deus e sim como um grande guerreiro. Está vindo resgatar. As forças do ódio e da maldade se unem para um último ato de rebelião, um último ato de violência. Mas serão vencidas pelo poderoso Rei dos reis e Senhor dos senhores. Serão destruídas no fulgor de Sua glória. E depois disso, todo joelho se dobrará ante Aquele que tem o poder de resgatar a humanidade com Seu próprio sangue. Assim terminará a batalha. É assim que a guerra chega ao fim. Você pode confiar nisso. É Deus que terá a última palavra. Deus concertará o errado. Deus responderá todas as suas perguntas. Deus acabará, afinal, com o pecado e sofrimento de uma vez por todas. "E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas"... (Apocalipse 21: 3 e 4) Deus enxugará toda a lágrima. Isto é algo em que podemos confiar. É uma segurança na qual podemos nos agarrar. Será Seu amor que vencerá no final. Será Seu amor que ficará quando tudo desaparecer. É aí que quero estar hoje. É aí que quero estar quando a terra tremer e a fumaça sufocar. Quero estar do lado de Deus e de Seu amor. Nada mais importa, amigo. Nesses tempos de calamidade, é este amor que nos dá esperança. Isto é o que Deus faz, isto é o que o amor de Deus faz. Nos dá esperança. Quando olhamos as ruínas de prédios que terroristas destruíram, podemos saber que as pessoas se unirão, elas ficarão juntas. Elas gastarão suas energias para construírem algo novo, algo melhor, algo mais forte. E podemos saber que Deus trabalhará da mesma forma em nossa vida pessoal. Podemos estar esmagados pela dor; podemos estar derrubados pelo desespero. Mas Deus pode nos levantar. Ele tem planos para nós. Ele tem planos para o futuro, mesmo que não possamos ver agora. Ele tem planos de construir coisas boas em nossa vida. Você pode crer nisso. Você pode crer porque Deus é amor. Você pode crer nisso porque o amor de Deus dura para sempre. Em tempos como estes, todos nós precisamos da ajuda que Deus pode nos dar para vivermos cada dia. Eu o convido a descansar no amor de Jesus hoje. Eu o convido a colocar todos os fardos nos ombros de Jesus. O fardo da tristeza, da dor, do desapontamento, dos problemas. Apenas coloque esses fardos, agora mesmo, aos pés de Jesus. Você não pode carregar o peso da dor sozinho, porque a dor, a raiva e ressentimentos finalmente irão lhe sufocar. Mas Deus pode carregá-los por você. Ele pode levar a dor, a raiva e os problemas. Seu amor é grande, profundo, largo e alto o bastante. Seu amor lhe ajudará, em meio às batalhas, em meio às guerras, até o dia em que Ele virá nas nuvens em glória. Não importa a dor que esteja passando, não importa a tristeza nem as razões de todas elas, não importam os problemas. Você gostaria agora, de curvar sua cabeça e pedir a Deus que venha e lhe dê a Sua paz?

Oremos.

Oração: Querido Pai, obrigado por entender nossa angústia, por ouvir todos os nossos problemas. Obrigado por levar todas as nossas dores e perdas em Teus ombros na cruz. Obrigado por nos amar mesmo quando homens maus fazem coisas terríveis aqui. Aceitamos Teus planos para nós. Colocamos nossa confiança no futuro, que sabemos, Tu irás nos levar, e descansamos em Teu infinito amor. Em nome de Jesus amém.


Pr. Mark Finley

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