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Façam todo o possível para viver em paz com todos. Romanos 12:18

Em seu livro A Arte de Perdoar (p. 27), Lewis Smedes apresenta a diferença entre perdão e reconciliação: “É necessário uma pessoa para perdoar. São necessárias duas para a reconciliação. O perdão acontece na pessoa que foi ferida. A reconciliação acontece no relacionamento entre as pessoas. Podemos perdoar alguém mesmo que ele nunca diga ‘sinto muito’. Não podemos nos reconciliar verdadeiramente, a menos que a pessoa sinta pelo que fez.”

O ideal é que o perdão leve à reconciliação, e como o próprio nome sugere, que retorne a harmonia que havia antes. Podemos dizer que a reconciliação é o perdão trabalhado dos dois lados. Ela se faz necessária quando a paz foi quebrada e uma semente de hostilidade foi plantada.

Como é que vou estar em paz com Deus se ainda alimento raiva contra um irmão? Como vou estar alegre se ainda há um resto de ódio em meu coração contra alguém? Como vou ficar cheio do Espírito se ainda me sinto ofendido pelo que meu irmão falou de mim?

Um conselho prático de Jesus em relação à reconciliação foi: “Vá primeiro reconciliar-se com seu irmão” (Mt 5:24). Paulo, fazendo eco a essas palavras, disse: “Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha” (Ef 4:26). Quer dizer, mesmo que você seja a parte inocente, procure o ofensor. Não deixe a adrenalina subir. Não permita que a imaginação fique a ensaiar frases, imaginando como “dar o troco”. Isso levará a uma progressão de raiva, tornando difícil o entendimento e a reconciliação. É preciso nos prevenir para que pequenas ofensas não nos atrapalhem e cresçam, à medida que o tempo passa.

Por outro lado, não sejamos utópicos, dizendo: “Vai dar tudo certo”, “Vai ser fácil”, “Vai ficar melhor do que antes.”

Para que a reconciliação aconteça, é necessário que a confiança seja reconstruída. Tenho que abrir meu coração e me tornar acessível para a pessoa com quem desejo me reconciliar, mesmo que ela não peça perdão. Nesse caso, temos que nos contentar com menos.

O perdão precisa estar presente antes que o ofensor se aproxime. Ao perdoar, removemos obstáculos; derrubamos o muro que nos separava.

Temos duas escolhas: perdoar ou abrigar amargura no coração. “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4:32).

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Transmitindo o Perdão


Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros. Efésios 4:32

Smuts van Royen, ex-professor da Andrews University, conta a história de um jovem paciente internado no Hospital de Loma Linda que solicitou a visita de um pastor. Assim que o pastor entrou no apartamento, o rapaz falou: “Desculpe, foi um equívoco da minha parte. Por favor, saia do meu apartamento. O senhor não pode me ajudar.” O pastor disse: “Recebi seu telefonema. Vim de longe para atendê-lo. Diga-me, em que posso ajudar?” “Pastor, fui longe demais. Cometi o pecado imperdoável. Tudo o que o senhor disser vai ser irrelevante. Muito obrigado por ter vindo. O senhor pode sair.”

O rapaz havia combatido na guerra do Vietnã e tinha perdido parte do braço. O pastor insistiu para que ele contasse sua história.

“Pastor, fui aluno de um dos nossos colégios, mas veio a época em que fiquei cansado de tudo. Larguei o colégio, a namorada e me afastei de Deus. Logo depois me inscrevi no serviço militar. Colocaram-me no treinamento básico e, para minha surpresa, descobri que tinha a capacidade natural de atirar com precisão.

“Quando terminou aquela fase de treinamento, fui indicado para o grupo dos ‘boinas verdes’. Enviaram-me para o Vietnã. No dia seguinte ao da minha chegada, me deram um fuzil com mira telescópica, levaram-me de helicóptero até um ponto estratégico. Ali subi numa árvore e fiquei à espera de que alguém aparecesse no caminho. Então, escutei uma voz que dizia: ‘Sam, o que é que você está fazendo aqui?’ Lembrei-me da Escola Sabatina das crianças, do coral. Nisso apareceu alguém. Apontei o fuzil e atirei. Voltei arrasado para o acampamento, mas o pessoal falou que dentro de alguns dias tudo seria natural. Matei muitos de maneira fria e calculista. Será que Deus vai me perdoar?”

O pastor leu Isaías 1:18: “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve.”

Seis semanas se passaram sem que houvesse melhora em seu sentimento de culpa, até que um dia, ao entrar no quarto do rapaz, o pastor percebeu um brilho em seu rosto.

“O que aconteceu?”, perguntou o pastor. “O senhor não vai acreditar! Ontem, quando o senhor estava sentado perto de mim, olhei nos seus olhos e vi que o senhor tinha me perdoado. Aí eu disse: ‘Senhor, se o pastor como homem me perdoa pelo que fiz, Tu também vais ser tão bondoso como ele!’”

O que as pessoas que erraram estão vendo em nossos olhos? Compreensão, compaixão, alívio para as feridas?



José Maria Barbosa Silva

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